Faltou leite nos supermercados

Índice de ruptura da Neogrid, que indica
falta de produtos no varejo nacional,
segue na casa dos 11%

A análise da Neogrid, que mede a falta de produtos nos supermercados, apontou leite, ovos e margarina como os produtos com maior taxa de ruptura nas gôndolas em julho. O índice da empresa especializada na sincronização da cadeia de suprimentos indica uma estabilidade para o setor supermercadista. O valor, porém, ficou em 11,08% no mês, o que continua representando um nível considerado alto. A análise é feita com base em toda a malha de dados dos varejistas que consta na plataforma da companhia.

Levando em consideração os critérios adotados pela Neogrid para esse ranking, que é desenvolvido desde 2015, os 10 produtos que mais faltaram nas gôndolas para o consumidor foram:

leite longa vida (20%), bebidas à base de soja (19%), proteína de soja (18%), ovos de aves (17%), margarina (13%), açúcar (12%), massa (12%), leite em pó (11%), requeijão (11%) e conhaque (11%).

“Em edições anteriores, percebemos que o brasileiro buscava itens mais em conta para sua lista de compras. Era o caso, por exemplo, do ovo que, de certa forma, servia como opção à carne bovina. Hoje, vemos que mesmo esse tipo de produtos substituto começa a aparecer no índice de ruptura nacional”, explica Robson Munhoz, CCSO (Chief Customer Success Officer) da Neogrid.

Estabilidade é a palavra que mais representa o comportamento do índice dos últimos períodos. De abril a julho, a maior diferença foi de 0,11%, registrado entre abril e maio. No restante dos meses, a ruptura praticamente se manteve no mesmo patamar, na casa dos 11%, conforme o gráfico abaixo.

 

“Se alguém for a um supermercado para comprar 100 produtos, em média, ele não vai achar 11. É o que indica o estudo na prática. Uma série de fatores, que vão desde problemas climáticos até a falta de matéria prima, influenciam nessa estatística”, revela Munhoz.

Destaques recorrentes

Ovos de aves, margarina e leite longa vida são produtos que têm aparecido com uma certa recorrência como destaques negativos no índice de ruptura. No levantamento passado, por exemplo, os ovos tiveram o 5º maior índice. Nesse, aparecem na quarta posição. Com uma porcentagem parecida nos dois períodos analisados, crescimento de apenas 0,37% em julho, a margarina se manteve no meio da tabela. Por fim, mesmo diminuindo a porcentagem, que foi de 21 para 20%, o leite aparece como o produto que mais sofreu com a ruptura.

“Oferecer o melhor mix de produtos possível disponível na hora, lugar e quantidade certos é essencial para todo e qualquer estabelecimento. Para alcançar esse objetivo, a tecnologia se faz uma aliada estratégica para dar a visibilidade essencial para toda a cadeia de suprimentos, atendendo o varejo no ritmo que ele exige”, finaliza o executivo.

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