E-commerce e delivery ganham espaço nos supermercados

Levantamento revela que 48% dos supermercados paulistas já operam
com e-commerce e 42% oferecem serviços de delivery

A digitalização do varejo supermercadista avança e entra em fase de consolidação no Estado de São Paulo. Levantamento da APAS – Associação Paulista de Supermercados aponta que 48% dos supermercados já operam com e-commerce, percentual superior aos 32% registrados em 2023. O estudo também mostra a expansão do delivery, hoje presente em 42% das lojas — quase o dobro do índice observado há dois anos, quando 23,2% dos estabelecimentos adotavam entregas domiciliares.

Os dados, que integram o Estudo de Prontidão, Maturidade e Inovação Tecnológica do Setor Supermercadista, indicam um movimento do setor em direção a modelos de operação mais acessíveis e alinhados à busca do consumidor por conveniência. Após o crescimento registrado durante a pandemia, o comércio eletrônico passou a ocupar um papel estrutural dentro das redes, funcionando como complemento à loja física.

Segundo o presidente da APAS, Erlon Ortega, o canal atingiu um novo patamar de maturidade. “O e-commerce teve um boom durante a pandemia, seguido de uma redução natural após a reabertura das lojas. Hoje, o canal está estável, com picos sazonais na Black Friday e nas datas de maior movimento. As redes aprenderam a operar com eficiência digital e consolidaram o comércio eletrônico como um canal complementar às lojas físicas”, destaca.

Paralelamente, o delivery se consolidou como serviço essencial, ampliando o alcance dos supermercados e fortalecendo o relacionamento com o público. Modelos híbridos, que combinam plataformas digitais e operações próprias, ganharam espaço e passaram a integrar a estratégia das empresas.

Confiança dos supermercados

Ortega destaca que a confiança tem desempenhado um papel decisivo nesse processo. “Após os casos de adulteração de bebidas com metanol, cresceu a valorização da compra segura, realizada em supermercados físicos ou plataformas digitais próprias das redes. O consumidor busca a confiança de comprar de quem ele conhece, onde há loja física, gerente e, muitas vezes, o próprio dono”, afirma.

De acordo com Ortega, essa percepção reforça ainda mais o papel do setor. “O supermercado se consolida como símbolo de credibilidade e responsabilidade, frente a plataformas que oferecem preço, mas pouco controle sobre procedência”, complementa.

O levantamento mostra que a integração entre loja física, e-commerce e delivery fortalece o modelo omnicanal dos supermercados – estratégia que integra todos os canais de venda e comunicação, o que amplia a conveniência para o consumidor e sustenta o crescimento do setor com foco em segurança, proximidade e confiança.

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