60 anos de boas ideias

Trajetória da Companhia Müller de Bebidas é marcada por investimentos
em tecnologia, marketing e na valorização de seus colaboradores

 

Carlos Donizete Parra

 

A Companhia Müller de Bebidas chega aos 60 anos como referência no setor de bebidas, com investimentos contínuos em tecnologia, qualidade e produtividade.

Seu principal produto, a cachaça 51, eternizada com o slogan “uma boa ideia”, responde por 40% do volume comercializado no Brasil, além de ser exportada para 56 países de todos os continentes, com destaque para Portugal, Espanha, Itália e Estados Unidos. As exportações, que representam 2,5% do faturamento da empresa, hoje alcançam 2 milhões de litros/ano.

No Brasil, a linha 51 está presente em mais de um milhão de pontos de venda, dos mais simples aos mais sofisticados, onde são consumidas 374 mil doses por hora.

A empresa foi fundada em 1959 por Guilherme Müller Filho, um brasileiro de origem alemã, na cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo, com a produção e comercialização da cachaça 51. A companhia alcançou a autossuficiência e controle total do processo produtivo ao comprar uma fazenda em Porto Ferreira, onde montou uma agroindústria, batizada de Unidade Lageado, para o cultivo de cana-de-açúcar.

Na vizinha Pirassununga, fica a Unidade Taboão, onde estão instaladas a sede da empresa e as linhas de engarrafamento. Para atender à demanda no Nordeste instalou também uma unidade no município de Santo Agostinho, em Pernambuco.

Sustentabilidade

A Companhia Müller de Bebidas adota normas de preservação ambiental, incorporando técnicas de reaproveitamento de resíduos tanto agrícola como industriais. Adota também a logística reversa, reaproveitando diversas vezes os vasilhames usados para o envase de bebidas, evitando o desperdício e o lixo que seriam gerados no pós-consumo. A adoção da logística reversa está de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Só o principal produto da companhia, a cachaça 51, promove o retorno de mais de 75% dos itens da embalagem. Isto significa que cerca de 70 mil toneladas de resíduos pós-consumo têm destino correto.

Em seu processo de produção, a empresa também incorpora técnicas de reaproveitamento de resíduos, tanto agrícolas como industriais. A vinhaça e a torta de filtro, resíduos gerados na fabricação da cachaça, são usados para irrigar e fertilizar as áreas de plantio de cana-de-açúcar. A biomassa proveniente do bagaço de cana-de-açúcar garante 97% da energia utilizada durante o período de safra na unidade Lageado, em Porto Ferreira.

A empresa também aderiu voluntariamente, em 2011, ao Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, criado pelo governo de São Paulo a partir do programa Etanol Verde, com o objetivo de minimizar os impactos da indústria canavieira sobre o meio ambiente. Desde então, vem cumprindo todas as normas e inclusive mecanizou toda a sua colheita, abolindo a queima da palha de cana de açúcar.

Qualidade resulta de processo totalmente controlado

A produção da cachaça envolve várias etapas, que vão da seleção de mudas de cana, plantio e controle de maturação da matéria prima – passando por colheita, moagem, fermentação e destilação – até o envase.

A iniciativa de produzir bebidas com matéria-prima própria teve início em 1981, com a aquisição da Fazenda Lageado, em Porto Ferreira, no interior de São Paulo, nas proximidades da destilaria. Na área de 9 mil hectares, até então usada para o plantio de frutas cítricas, foram introduzidas as mudas de cana de açúcar que, em 1985, começaram a produzir.

Hoje essa agroindústria é comparada às maiores companhias internacionais do gênero por causa dos altos padrões de produção, tecnologia e controle de qualidade. A área rende até 600 mil toneladas de cana por safra, que são transformadas em 105 milhões de litros de cachaça.

Além de adotar as melhores práticas de fabricação, a empresa utiliza os mais modernos equipamentos industriais e conta com laboratórios sofisticados que realizam análises como cromatografia gasosa, espectrometria de massas, espectrofotometria UV, entre outras, para assegurar as características do produto final, como aroma, cor e sabor.

A destilação é feita por meio de coluna, o mesmo sistema adotado na produção dos destilados mais consumidos no mundo, como uísque e vodca.

Da unidade Lageado, a cachaça recém-destilada segue para a unidade Taboão, em Pirassununga, a 20 quilômetros de distância, onde recebe acabamentos: descansa em tonéis, tem o teor alcoólico reduzido de 47% para uma média ao redor de 40%, é padronizada de acordo com a legislação e os padrões definidos para cada produto da empresa e, se for o caso, envelhecida parcialmente em barris de madeira. O passo final fica por conta da maior linha de engarrafamento de cachaça do mundo, com um volume mensal da ordem de 1 milhão de dúzias, o equivalente a cerca de 11,4 milhões de litros.

O envase é totalmente automatizado, com aferições da eficiência da lavagem das garrafas, do nível de enchimento, da quantidade de garrafas nas caixas e do sistema de identificação, que possibilita o rastreamento.

Os mesmos critérios de controle de qualidade foram adotados na unidade instalada no município de Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife.

A Cachaça

Segundo dados deste ano do CBRC- Centro Brasileiro de Referência da Cachaça, o Brasil tem hoje 30.000 produtores, dos quais 98% são pequenos e microempresários. O setor movimenta 7,5 bilhões de reais por ano e gera 600 mil empregos diretos e indiretos. Bebida nacional do Brasil por decreto federal, a cachaça tem consumo per capita anual de 11,5 litros, sendo 70% em bares e restaurantes e 30% nos demais pontos de vendas.

Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume. É a terceira bebida destilada mais consumida no mundo e a primeira no Brasil.

A cachaça sempre foi um produto acessível à faixa de consumo mais popular do Brasil, o que gerou um preconceito que começa a se reverter, graças a iniciativas com as quais a Companhia Müller de Bebidas tem contribuído. A 51 Ice, por exemplo, tem grande aceitação entre consumidores de todas as classes de renda. Mixologistas e bartenders usam cachaça nos coquetéis que eles criam. E há opções de produtos premium, como a linha Reserva 51, desenvolvida para atender consumidores mais exigentes.

Produtos

O carro-chefe da Companhia Müller de Bebidas é a cachaça 51, apresentada em garrafa de vidro transparente e dosador conta-gotas de alumínio, consumida de botecos a restaurantes de luxo, além de ser exportada para 56 países de todos os continentes. Ao longo dos anos o portfólio foi sendo ampliado seguindo as tendências de mercado e, principalmente as exigências dos consumidores brasileiros.

No catálogo de produtos estão disponíveis: 51 Caipirinha Mix, 51 Ouro, 51 Mel, 51 Ice, 51 Internacional, 51 Gold, 51 Assinatura, Reserva51 e Reserva 51 Carvalho Americano, além da VodkaPolak e do Conhaque Domus.

Para as comemorações do aniversário de 60 anos, a empresa lançou uma edição limitada de 1000 unidades da Reserva 51 Carvalho Americano, sendo que 60 dessas garrafas levam a adição de flocos de ouro comestível. Algumas unidades foram leiloadas durante um jantar de comemoração realizado pela Companhia Muller de Bebidas em São Paulo, no Museu da Casa Brasileira, com a renda da venda revertida para a APAE de Pirassununga.

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