Publicado em 8 de agosto de 2017

O Grupo Miolo acaba de chegar ao final de mais uma safra no Rio Grande do Sul, onde foram colhidos aproximadamente 6 milhões de Kg de uvas nos 750 hectares de vinhedos próprios. A colheita termina no sul e começa no Vale do São Francisco, no nordeste, onde seguirá até o final de dezembro, com uma previsão de colheita de mais 3 milhões de Kg de uvas nos 200 hectares de vinhedos cultivados, totalizando assim, cerca de 9 milhões de Kg de uvas viníferas.
Em entrevista à Revista Engarrafador Moderno, o diretor superintendente do Grupo Miolo, Adriano Miolo, fala das expectativas positivas com os vinhos deste ano, principalmente em decorrência de uma safra muito melhor que a do ano passado. Acompanhe a entrevista.
Adriano Miolo: No Seival 80% da colheita é mecânica e 20 % manual; na Almadén, 50% mecânica e 50% manual; na Terranova (Vale do São Francisco) é 70% mecânica e 30% manual; na Miolo (Vale dos Vinhedos) é 100% manual. No Seival estamos realizando colheita noturna para o Sauvignon Blanc.
Miolo: Em torno de 1% a 2%. Esse índice é o menor índice aceitável mundialmente. O Brasil perde pouco na colheita quando comparado com os principais produtores de vinho.
Miolo: Sim, a produtividade no Brasil é o padrão mundial atual. Na média fica de 8 a 10 toneladas por hectare. Nos vinhedos de espaldeira a média é de 8 a 10 ton/ha e nos vinhedos de latada pode chegar ao dobro disso. A Miolo tem somente vinhedos em espaldeira. Normalmente, a produtividade é muito próxima nas diferentes regiões, ela varia mais de acordo com a variedade de uva.
Miolo: Primeiramente é o sistema de condução em espaldeira que permite melhor qualidade das uvas. Depois é o manejo do vinhedo (poda seca, poda verde) onde é seguido de acordo com cada variedade para buscar o máximo de qualidade em cada região.
Miolo: Cada safra nos impõe desafios de clima que são particulares a cada ano onde buscamos sempre nos adaptar às condições para extrair o melhor possível de qualidade daquela safra. Cada vez mais queremos trabalhar numa viticultura sustentável respeitando o meio ambiente.
Miolo: Foi melhor em todos os sentido: no que se refere a quantidade, já que na safra passada tivemos uma quebra de aproximadamente 60% em função das geadas tardias; e também na qualidade, que foi bem superior nesta safra devido ao clima mais favorável.
Miolo: As tecnologias de processamento e elaboração são as mesmas utilizadas nos últimos anos, o que varia, normalmente, são os procedimentos que visam respeitar ao máximo as características de cada safra.
Miolo: O Brasil está elaborando a cada ano melhores vinhos e espumantes. Variedades novas estão surgindo no mercado, bem como novas regiões produtoras. Isso ampliará a oferta de bons vinhos para o consumidor.
Miolo: O grande desafio do setor é a ST (Substituição Tributária), que faz com que o setor perca competitividade.
Miolo: Teremos melhores vinhos no mercado, e, se a economia melhorar, possivelmente teremos mais consumo.