Operações contra o mercado ilegal de bebidas alcoólicas cresce mais de 170%

Levantamento mostra a importância
de o setor e o poder público se unirem
no combate à criminalidade

O mercado ilegal continua preocupando o setor de bebidas alcoólicas do país. No período entre 2018 e 2021, as ocorrências de repressão contra o mercado de bebida ilegal cresceram 171,43%, segundo os dados levantados pelo Relatório de Apreensões da Associação Brasileira de Bebidas – ABRABE. Ao todo, somente em 2021, chegou ao conhecimento da entidade a retirada de circulação de 326.882 garrafas de 750 ml contrabandeadas ou falsificadas, com destaque para o descaminho e o contrabando que cresceram 9% nos últimos dois anos.

A ABRABE também levantou que São Paulo é o estado com a maior incidência de bebidas falsificadas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Já o cenário de contrabando é ainda mais preocupante, visto que os três estados da região Sul do Brasil lideram as apreensões, com o Rio Grande do Sul em primeiro lugar.

O avanço do mercado ilegal gera preocupação para a entidade por conta dos malefícios dessa prática que afetam tanto o consumidor quanto a economia do país. Um estudo da Euromonitor, em 2018, mostrou que o comércio de bebidas ilegais causou um impacto de R$ 10,2 bilhões aos cofres públicos em 2017.

“Além de implicar em perda na arrecadação, já que podem ser comercializadas até 70% mais baratas, as bebidas falsificadas e contrabandeadas representam um risco à saúde do consumidor, uma vez que essa mercadoria não possui quaisquer garantias de procedência e qualidade. Além disso, o consumo de bebidas falsificadas representa um risco multiplicado, já que cada garrafa é uma chance potencial de perigo à saúde de mais de uma pessoa”, explica Cristiane Foja, presidente-executiva da ABRABE.

Cristiane Foja, presidente-executiva da ABRABE

A atuação da ABRABE foi reconhecida em 2021 com a campanha multientidades “Diga Não ao Comércio Ilegal de Alcoólicas”, que conquistou o Prêmio Nacional de Combate à Pirataria, concedido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP). A entidade ainda promove treinamentos de combate ao mercado ilegal voltados para autoridades que atuam frente à repressão dessa prática, como profissionais da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal.

“Mais do que nunca é necessário um esforço conjunto entre o poder público, os órgãos de segurança e as entidades ligadas ao setor de bebidas alcoólicas para mudarmos esse cenário. Não estamos falando apenas de impostos que deixam de ser arrecadados, mas, sim, de vidas que são colocadas em risco todos os dias por conta de bebidas falsificadas”, completa Foja.

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