Do outro lado do mundo

Demanda por bebidas energéticas deve ultrapassar 220 milhões de litros na Austrália e Nova Zelândia em 2018

Austrália e Nova Zelândia representam um mercado de mais de 25 milhões de pessoas – uma população comparável à Malásia, Taiwan e Venezuela, maior do que muitos países do Leste Europeu e do Oriente Médio. Apesar disso, devido à sua localização, esses países são negligenciados pelo mercado internacional. Por conta disso, estes países construiram uma indústria de refrigerantes própria, forte, independente e baseada em suas peculiaridades em relação ao produto, marca e as preferências de embalagem.

Embora a maioria dos refrigerantes seja produzida localmente, algumas bebidas ainda são importadas – caso dos energéticos. As bebidas importadas somam cerca de 100 milhões de litros por ano. No caso dos energéticos, o líder destes mercados é o V, da Bebidas Frucor (propriedade da Suntory Holdings), que é fabricado na Nova Zelândia. A pesquisa Canadean revela que esta marca é responsável por mais de um terço do volume total de bebidas energéticas na Austrália e Nova Zelândia, apesar dos inúmeros esforços de concorrentes internacionais, como a Red Bull. Outro energético muito vendido no mercado nesta região é o Mother, que embora de propriedade da Coca-Cola, teve origem na Austrália.

EnergeticoMother foi fundamental para o salto na popularidade da bebida energética em lata de 50cl. Esta embalagem já existia, mas decolou após o relançamento de Mother neste tamanho em meados de 2008. A embalagem é agora responsável por dois quintos do volume da categoria de energéticos em toda a Austrália e Nova Zelândia, levemente superior à lata de 25cl mais reconhecida internacionalmente. De forma global, a lata de 50cl ainda está engatinhando, sendo responsável por menos de 5% do volume de bebidas energéticas.

Outra embalagem popular para bebidas energéticas é a garrafa de vidro não-retornável. Ela perdeu espaço nos últimos anos, para embalagens maiores, mas ainda é responsável por 15%do mercado. Esse número é maior nesses países quando comparado ao mercado internacional e reflete parcialmente uma mudança sazonal em favor de garrafas durante os meses de verão, quando os consumidores australianos ficam mais ao ar livre e preferem a conveniência dessa embalagem. Garrafas de vidro com tampa de rosca são mais utilizadas por bebedores do sexo feminino, segundo o estudo da Canadean.

Na verdade, o lançamento das versões sem açúcar, tanto do V quanto do Red Bull em 2003, pode ter incentivado o uso de garrafas de vidro entre as mulheres preocupadas com a obesidade. A pesquisa revelou que hoje as bebidas energéticas sem açúcar mantêm uma participação em torno de 7% em toda a Austrália e Nova Zelândia. Isso é um pouco acima da média mundial, mas apenas em linha com o que era em 2003. Parece que a maioria dos consumidores-alvo – na faixa etária entre 18 – 35 anos – estão mais interessados no aumento da energia fornecida por essas bebidas do que com o controle de calorias.

Evolução do Mercado de Energéticos na Austrália e Nova Zelândia

Crescimento %Grafico

Grafico
Volume de bebidas energéticas mais do que quadruplicou nestes dois mercados nos últimos dez anos e continuam a se expandir, embora a um ritmo menor.

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