Bate-Papo com Roberto Biurrun, gerente do VLB

VLB consolida portfólio para indústria mundial de bebidas

Em 2021, o VLB realizou eventos para a cadeia produtiva de bebidas em todos os continentes no formato online e,
a partir de 2022, os eventos presenciais também voltarão a acontecer.
Nesta entrevista, Roberto Biurrun,
gerente do VLB para negócios internacionais, fala sobre a trajetória
do Instituto e os planos para o futuro

Carlos Donizete Parra

 

Engarrafador Moderno: Aqui no Brasil há uma forte tendência em produtos com baixo teor alcoólico ou zero álcool. Quais as principais tendências na Europa e América Latina?

Roberto Biurrun: Certamente, essa tendência não é exclusiva do Brasil. Algo que parecia ser uma “moda” tornou-se um interessante nicho de mercado para cervejarias. Na Europa, principalmente na Espanha, essa tendência continua aumentando. Embora no início, há vários anos, fosse percebido como uma forma das cervejarias evitarem o controle dos reguladores na propaganda na TV e na imprensa, hoje o consumo responsável impulsiona este segmento.

E.M.: Quais as principais inovações tecnológicas em bebidas?

Roberto Biurrun: Da mesma forma que se consolidou a presença no mercado de cervejas “sem” ou “baixo teor” de álcool, há uma tendência apreciável no mercado para o chamado “hard seltzer”. Também considero que a próxima “onda” de novos produtos será marcada pelo crescimento do consumo de bebidas probióticas como kombucha, kefir, kvas etc. É algo que já está sendo visto tanto nos Estados Unidos quanto na Europa e se dá pela busca do consumidor por alternativas que sejam mais saudáveis.

E.M.: Com as novas tecnologias e as mudanças decorrentes da pandemia como será a difusão de conhecimento daqui para frente?

Roberto Biurrun: O uso de opções digitais tem facilitado a massificação do conhecimento, não só no setor cervejeiro, mas em geral. Existem, no entanto, aspectos que não podem ser substituídos em cursos, treinamentos e/ou conferências. Os aspectos práticos “hands-on” dificilmente ocorrem online. Além disso, o “networking” acontece de maneira ideal “ao vivo”, “person to person”. Então, acredito que os sistemas “digital” e “face a face” coexistirão no futuro. Interessante com isto são as alternativas de aprendizagem “híbridas”.

E.M.: Quais as principais linhas de pesquisa do VLB na área de bebidas?

Roberto Biurrun: O VLB abarca toda a cadeia produtiva do setor cervejeiro e de bebidas em geral, incluindo água e bebidas carbonatadas. Atendemos até o setor de destilados, algo desconhecido para muitos. Isso é alcançado por meio de pesquisa e trabalho analítico dos 5 institutos do VLB. A abordagem de pesquisa que predomina no VLB é a pesquisa aplicada, que é amplamente reconhecida no mundo cervejeiro e nos coloca como um instituto de referência no setor de cerveja e bebidas.

E.M.: Como você avalia os eventos do VLB este ano?

Roberto Biurrun: Este ano conseguimos cobrir todos os setores de cerveja e bebidas, organizando conferências online. Focamos não apenas no setor industrial, mas também abrimos a janela para o setor de cervejas artesanais (com nossa ICBO por exemplo). Também mantivemos a proximidade com a África e a América Latina, com as conferências ABC (Africa Brewing Conference) e IBS (Ibero-American Sym-posium), ambas sob medida para as regiões. Fazendo um balanço das conferências, estamos extremamente satisfeitos com os resultados alcançados. Quero destacar aqui o inestimável apoio dos colaboradores do VLB. Pessoalmente, considero que os funcionários, seu conhecimento e compromisso com o VLB, são o maior patrimônio que possuímos. É algo que tenho orgulho de dizer, ter colegas de trabalho que não são apenas grandes profissionais, mas também estão totalmente envolvidos no que fazem.

E.M.: Quais os planos do VLB para 2022?

Roberto Biurrun: Para o próximo ano continuaremos com a consolidação do nosso portfólio em cursos e congressos tanto a nível nacional como internacional. Nossa intenção é que os formatos digitais complementem nossas ofertas presenciais, conseguindo ampliar a massa de potenciais participantes. A realização de eventos “on site”, no local – por exemplo o simpósio Ibero-americano – é algo que obviamente priorizamos, mas é algo que continuará a depender do desenvolvimento da pandemia. Da mesma forma, e à medida que as restrições globais à mobilidade desapareçam, vamos retomar a assistência técnica de visitas aos nossos clientes a nível internacional, algo que tem sido afetado pela impossibilidade de viajar para fora da Alemanha.

Referência no setor de cerveja e bebidas,
a pesquisa aplicada é amplamente
utilizada pelo Instituto

E.M.: Quais os principais investimentos do VLB para os próximos anos?

Roberto Biurrun: A infraestrutura que hospeda o VLB é extremamente nova. A atual sede foi inaugurada apenas em outubro de 2017. O mesmo que se aplica às instalações se estende aos equipamentos dos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, bem como ao nosso centro de tecnologia, que contam com tecnologia de ponta. Obviamente, na parte de pesquisa e desenvolvimento temos que nos manter sempre atualizados, para o que contamos com o apoio financeiro de diferentes fundos do Estado alemão e da União Europeia, sim, concedido a projetos de pesquisa específicos.

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