Miolo conquista certificação Carbono Neutro

 

Ao remover mais carbono do que emite, empresa mostra que o futuro
do vinho depende da responsabilidade com o ambiente

Miolo Wine Group passa a integrar um seleto grupo global ao certificar suas quatro vinícolas brasileiras como Carbono Neutro — um marco relevante para a vitivinicultura nacional, ao colocar a sustentabilidade no centro da produção e comprovar que suas operações capturam mais carbono do que emitem. Em um cenário mundial de urgência por práticas de responsabilidade social, ambiental e de governança, a Miolo demonstra que, com a terra, os vinhedos e a gestão atuando em conjunto, é possível elaborar vinho em escala com eficiência e responsabilidade, transformando solo e vinhedos em ativos ambientais e a produção em parte da resposta às mudanças climáticas.

A certificação resulta de um conjunto de práticas que já vinham sendo adotadas de forma integrada nas quatro unidades brasileiras do grupo. Entre as medidas que sustentam este desempenho estão o manejo responsável dos vinhedos, com uso de plantas de cobertura e fixação biológica de nitrogênio, a redução do uso de insumos químicos, a melhoria da eficiência operacional, o monitoramento detalhado do consumo de combustíveis, energia e gases, o uso de eletricidade de fonte renovável e a preservação de áreas ambientais dentro das propriedades. Somado a isso, os próprios vinhedos atuam como parte da solução ao capturar e armazenar carbono na biomassa das videiras.

Elaborado com base no ano de 2025 e seguindo as diretrizes do GHG Protocol, o inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) mostrou que as operações da empresa registraram 1.343,04 toneladas de CO₂e em emissões e 2.431,44 toneladas de CO₂e em remoções anuais, o que resultou em um saldo líquido negativo de 1.088,40 toneladas de CO₂e. Na prática, isso significa que, além de atingir a condição de Carbono Neutro, a MWG apresenta desempenho carbono negativo, ao remover mais carbono do que emite. Considerando o saldo líquido negativo de 1.048,40 de CO₂e por ano e que o grupo Miolo coloca 10 milhões de garrafas no mercado anualmente, cada garrafa representa uma captura de 108,84 g de CO₂e.

“Acreditamos que elaborar grandes vinhos implica, necessariamente, em um compromisso profundo com as pessoas, o território e o futuro. Nossa trajetória está enraizada na valorização dos diversos terroirs brasileiros, na inovação responsável e no respeito às comunidades que fazem parte da nossa história. Acreditamos firmemente que o crescimento econômico sustentável só é possível quando alinhado a práticas sólidas de governança corporativa, ambiental e social”, destaca o Diretor Superintendente da Miolo Wine Group, Adriano Miolo.

Trabalhando a sustentabilidade para agregar valor a marca

Segundo ele, a certificação consolida uma visão construída ao longo do tempo, desde o vinhedo até a operação industrial. “Ao mensurar, reportar e gerir nossos impactos, reafirmamos nosso compromisso com a melhoria contínua de nossos processos produtivos e com a adoção de práticas que contribuam para a mitigação das mudanças climáticas. Seguiremos investindo em eficiência, governança e sustentabilidade, certos de que o futuro do vinho brasileiro passa pela responsabilidade ambiental e pela geração de valor duradouro para a sociedade”, afirma. “Porque proteger a natureza não é apenas preservar o planeta. É garantir que a terra continue nos oferecendo aquilo que ela tem de mais extraordinário: grandes vinhos”, conclui.

Processo para a Certificação

O levantamento envolveu toda a cadeia produtiva, da produção da uva ao engarrafamento, contemplando as emissões diretas, indiretas e voluntárias. Foram analisados dados relacionados ao consumo de óleo diesel em tratores, gás utilizado em empilhadeiras e na cozinha, recargas de ar-condicionado, equipamentos de refrigeração, energia elétrica, fertilizantes, insumos e deslocamentos corporativos, entre outros. Ao mesmo tempo, foi calculada a capacidade de remoção de carbono dos vinhedos a partir da biomassa das videiras.

Para Nathaly Regina Marchetto Krindges, Coordenadora de Qualidade da Miolo Wine Group, o processo permitiu compreender de forma mais profunda a operação e identificar oportunidades concretas de evolução. “A gente começou entendendo a fundo toda a operação da Miolo. Desde a vinícola até os vinhedos. Energia, combustível, insumos…, tudo foi mapeado. Esse processo mostrou onde estão as nossas principais emissões e, principalmente, onde estão as oportunidades de evoluir. Ficou muito claro o papel estratégico dos vinhedos nisso tudo. Não só como origem do vinho, mas como parte da solução”, ressalta.

No campo, onde nasce o vinho e uma parte decisiva deste resultado, o manejo faz toda a diferença. De acordo com o agrônomo da vinícola, Alécio Demori, o trabalho começa no solo. “Hoje, a gente trabalha com plantas de cobertura, fixação biológica de nitrogênio e redução do uso de insumos químicos. Isso melhora a saúde do solo e aumenta a quantidade de carbono que ele consegue reter. As próprias videiras também fazem parte desse processo. Elas capturam carbono da atmosfera e armazenam ao longo do seu ciclo. Quando a gente soma tudo isso, o resultado é muito claro: a gente consegue retirar mais carbono do que emite”, explica.

Além dos vinhedos próprios, a estrutura territorial do grupo reforça esse compromisso. Nas quatro unidades brasileiras, a Miolo Wine Group reúne 2.249,4 hectares de área total, sendo cerca de 1.000 hectares de vinhedos próprios, além de 103,94 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e 377,07 hectares de Reserva Legal. São áreas que mantêm vegetação nativa, protegem recursos hídricos, preservam a biodiversidade e contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas onde a empresa está inserida.

Fotos: Divulgação Miolo

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