Rotulagem renovável de garrafas retornáveis de refrigerantes

A rotulagem flexibiliza a produção, agiliza campanhas de marketing,
além de ser um conceito que está em total conformidade com a Economia Circular

 

Paulo Villas, Coach
e Consultor

Paulo Villas

As embalagens retornáveis têm papel fundamental na indústria de refrigerantes, suportando por décadas a expansão de suas vendas desde o início do século XX. Algumas marcas desenvolveram embalagens icônicas que tornaram-se reconhecidas por todos os consumidores.

O design da embalagem começou a desempenhar papel importante na estratégia de marketing. Ainda assim, por conta do sabor único da bebida, baixa exigência regulatória e restrições de tecnologia, a rotulagem evoluiu pouco ao longo de décadas. Inicialmente, as garrafas de vidro apresentavam somente a logomarca em alto-relevo e aplicada também na rolha metálica (chapinha).

Durante as décadas de 40 a 60, a expansão dessas embalagens foi expressiva, sendo comercializada na maior parte do planeta.

O cenário começou a mudar a partir da década de 70 com o lançamento de alguns sabores e maior exigência regulatória fazendo surgir novos designs de garrafas e a adoção da decoração permanente com tecnologia ACL (Applied ceramic labeling). A rolha metálica passou a carregar algumas informações obrigatórias relacionadas principalmente à planta produtora.

A rotulagem permanente evoluiu e alcançou quatro cores que sobrepostas permitiam a comunicação esperada para época, inclusive permitindo a diferenciação necessária para os sabores derivados do mainstream (Cherry, Light etc.).

Declínio

As embalagens descartáveis (lata e PET) foram lançadas nas décadas de 80 e 90 com grande aceitação pelo consumidor, trazendo praticidade em um mundo cada dia mais dinâmico, principalmente nas grandes cidades.

Essas embalagens tiveram uma explosão de consumo e assumiram a liderança das vendas. Adicionalmente, as embalagens descartáveis impulsionaram o lançamento de vários sabores e garrafas com design proprietário para cada marca de bebida, reforçando a estratégia de marketing.

Desta forma, as garrafas de vidro retornáveis foram paulatinamente perdendo market share e o investimento em linhas de envase e compra de novos vasilhames foram reduzidos ano após ano.

Exigências regulatórias cada vez maiores fizeram com que as garrafas retornáveis adotassem um sistema de rotulagem que incluísse mais informações. Mas o problema maior estava na solicitação pela atualização periódica dos dizeres legais, pressionando pela redução da vida útil das garrafas, que deveriam ser quebradas e substituídas por novas com novos dizeres.

O consumidor seguia manifestando seu prazer em consumir em garrafas de vidro, mas a dinâmica da sociedade criava cada dia mais barreiras, incluindo também os mercados que preferenciavam as descartáveis.

Assim, as embalagens retornáveis atingiram seu patamar mais baixo de vendas em refrigerantes. Em muitos países não são mais comercializadas e, mesmo no Brasil (e outros países com tradição de retornáveis), as vendas caíram para patamares abaixo de 10% do volume total.

Relançamento dos retornáveis

Cientistas, stakeholders, organizações todos se alinharam em apontar o risco do plástico nos oceanos e a urgência em acelerar o uso de embalagens recicladas e retornáveis, suportadas pelo avanço da Economia Circular.
Neste cenário, a Coca-Cola montou um time para planejar o relançamento dos retornáveis em toda América Latina. Foi desenvolvida uma nova família de garrafas de Vidro e PET retornáveis de 190 a 3.000ml. Esta família trouxe o conceito da garrafa com design “Universal” e rótulo renovável.

Dessa forma, a mesma garrafa permite a comercialização de todo um portfólio de sabores de refrigerantes e até mesmo alguns “juice drinks” na mesma embalagem. “O rótulo renovável permite a flexibilização das embalagens, possibilitando o uso de uma mesma garrafa para vários produtos, reduzindo a necessidade de um grande volume de vasilhames. Além disso, permite a atualização dos dizeres legais e a realização de campanhas promocionais. Para o consumidor, a mesma garrafa permite a opção de escolha no ato da compra entre produtos do mix, evitando a necessidade de acúmulo de garrafas de vários produtos em sua residência”, explica Almir Tavares, Diretor Industrial da Coca-Cola Bandeirantes, primeiro engarrafador do sistema Coca-Cola a operar com essa nova tecnologia.

O projeto foi lançado no final de 2018 e, logo, se tornou um sucesso de vendas, não somente aumentando as vendas dos sabores existentes como também permitindo a expansão do portfólio em diferentes regiões, comprovando que o consumidor enxerga vantagens nos retornáveis, principalmente quando incorpora inovações que os torna mais práticos, como o lançamento do App “carteira virtual” que permite um sistema de conta corrente de vasilhames.

Para Rodrigo Klee, Diretor Industrial da Coca-Cola Andina Brasil, o conceito de rotulagem utilizando garrafas retornáveis é um dos principais alicerces da produção sustentável nos novos tempos da indústria de bebidas, permitindo ao mesmo tempo economias de escala através de garrafas únicas para diversos sabores bem como uma comunicação de produto moderna e atualizada para cada temporada. “São vários benefícios somados ao principal que é o da embalagem reutilizável e sustentável, além de redução de estoques de embalagens, adequação de acordo com a sazonalidade anual , campanhas promocionais entre outros”, explica Rodrigo Klee.

Barreiras tecnológicas

No entanto, para atingir este objetivo algumas barreiras tecnológicas tiveram que ser ultrapassadas, entre elas:
• Sistema de extração dos rótulos
• Sistema de Rotulagem
• Homologação das linhas de envase para operar com to-dos os produtos do portfólio (sensibilidade x microbiologia).

Rotulagem renovável dos retornáveis

Alguém poderia pensar que a rotulagem de garrafas de vidro é algo trivial.

A primeira distinção então é o conceito de Rotulagem Renovável, visto que em refrigerantes retornáveis o padrão do mercado é a Rotulagem Permanente por ACL ou Heat Transfer.

Da esquerda para a direita: Almir Tavares – Diretor Industrial, Frederico Ferreira – Gerente de Qualidade, Mara Rubia – Gerente de PCP,
Davi Fernando – Gerente de Instalações
Industriais – Coca-Cola Bandeirantes

Estamos falando da Rotulagem Renovável de Garrafas Retornáveis, onde a cada novo ciclo de comercialização as garrafas recebem um novo rótulo com dizeres e grafismos novos. Ainda assim, alguns poderiam dizer que esta tecnologia já existe há cerca de um século em cerveja.

Mas, na verdade, a tecnologia de rotulagem aplicada em linhas de engarrafamento de cerveja em embalagem de vidro não é a mesma aplicada para linhas de refrigerantes/sucos (vidro e RefPET), principalmente, por algumas características específicas de cada processo, como:

• Nas linhas de refrigerantes, a lavagem é feita em garrafas de vidro e de RefPET (com tamanhos de 192 a 3.000 ml).
• A extração de rótulos é eficiente mesmo em temperaturas mais baixas (RefPET máximo 57o Celsius) quando comparadas em cerveja acima de 65oC.
• Os rótulos recobrem todo perímetro do painel de rotulagem (360º graus) dificultando a extração, enquanto em cerveja há grandes aberturas laterais facilitando a extração.
• Nos refrigerantes, a operação é realizada em rótulos de papel e BOPP.
• A operação não deve impactar negativamente a eficiência hídrica.
• Deve-se assegurar a limpeza e sanitização compatíveis com sensibilidade da fórmula da bebida.

“O conceito de rotulagem utilizando garrafas retornáveis é um dos principais alicerces da produção sustentável nos novos tempos da indústria de bebidas Rodrigo Klee,
Diretor Industrial da Coca-Cola Andina Brasil

“Entre as barreiras que enfrentamos para o lançamento do rótulo renovável em embalagens retornáveis destacaria como principal a remoção do rótulo das embalagens plásticas devido a limites de temperatura e tempo de lavagem deste tipo de embalagem. É necessário adequação das lavadoras de garrafas retornáveis a esses requisitos e em alguns casos a necessidade de substituição destes equipamentos por máquinas que contemplem estes requisitos de forma automática e controlada”, explica Rodrigo klee.

Almir Tavares, da Coca-Cola Bandeirantes, concorda com os pontos citados acima e inclui, ainda, dificuldades como:

a. Adequação dos equipamentos da planta fabril para remoção do rótulo a cada ciclo de produção;
b. Definição da tecnologia do rótulo e do adesivo;
c. Poucas alternativas de fornecedores para aplicação de rótulos no mercado;
d. Definição e adequação de layout da linha de produção;

“No rótulo de papel temos eventuais problemas de secagem da cola, principalmente no período de maior umidade relativa do ar, ocasionando uma aparência ruim na garrafa. No caso do rótulo BOPP ainda temos muitas dificuldades de implementação e, por isso, essa opção continua em testes”, explica Tavares.

Para resolver todos os obstáculos e atingir elevada eficiência operacional foi necessário muito trabalho colaborativo entre os profissionais das empresas com conceito de inovação aberta (open source innovation):

• Coca-Cola Brasil BU (CCIL)
• Fabricantes de Coca-Cola (Bottlers)
• Fornecedores de Equipamentos (Rotuladoras, Lavadoras de Garrafas, Inspetores e outros)
• Fornecedores de Rótulos
• Fornecedores de Adesivos e Aditivos de lavadora

A tecnologia desenvolvida deveria ser implementada em novas linhas, além de também possibilitar a conversão das linhas existentes, que no caso da Coca-Cola superam 100 linhas na América Latina (entre RGB e RefPET). Em resumo, os principais pontos da solução desenvolvida foram:

• Lavadora
1- Novo sistema de Bombeamento e jatos da solução cáustica com vazão muito superior e fluxo otimizado nos Nichos que suporta as garrafas.
2- Controle preciso da temperatura visando eliminar pontos quentes.
3- Sistema de Extração dos rótulos.
4- Sistema de filtros e regeneração da solução cáustica.

O princípio de extração é a permeação da solução cáustica que dissolve a cola e libera o rótulo da garrafa. A Lavadora precisa ter fluxo muito bem cuidado (vazão e direcionamento do fluxo) para assegurar o arrancamento do rótulo e também encaminhá-lo em direção ao extrator de rótulo, sem risco de que fique em suspensão acelerando a contaminação da solução cáustica. É muito importante o controle constante da saturação da solução cáustica, com ênfase da tensão superficial e teor de sais dissolvidos.

• Rotuladoras – construção do tipo Modular que permite a troca ou adição de “Agregados” com configuração de velocidade e substrato distintos, trazendo flexibilidade de geometria e dimensões das garrafas, possibilitando a operação com distintos substratos e adesivos e em diferentes regimes de velocidade (GPH).

• Secador: sistema de jatos de ar para secagem das garrafas antes de entrar na rotuladora, visando eliminar a condensação e melhorar a aplicação dos rótulos.

• Rótulos de Papel

1- Especificação de alta qualidade com fibras longas e baixos teores de minerais.
2- Gofragem e verniz para evitar a migração dos pigmentos para solução cáustica.
3- Dimensional para recobrimento integral do painel de rotulagem com pequeno overlap de 8 mm.
Na rotulagem em papel, devido ao perímetro das garrafas RefPET 2L adotou-se rótulos frente e verso, por isso temos duas zonas de sobreposição (overlap de aprox. 8 mm).

• Adesivo (cola fria): adesivo de alta performance para permitir a dissolução e extração preferencialmente no 1º tanque.

Na rotulagem em papel, devido ao perímetro das garrafas RefPET 2L adotou-se rótulos frente e verso e, por isso, temos duas zonas de sobreposição (overlap de aprox. 8 mm). O princípio de extração é a permeação da solução cáustica que dissolve a cola e libera o rótulo da garrafa. A Lavadora precisa ter fluxo muito bem cuidado (vazão e direcionamento do fluxo) para assegurar o arrancamento do rótulo e também encaminhá-lo em direção ao extrator de rótulo, sem risco de que fique em suspensão acelerando a contaminação da solução cáustica. É muito importante o controle constante da saturação da solução cáustica, com ênfase da tensão superficial e teor de sais dissolvidos.

Com base nestes conceitos exitosos, a Coca-Cola Brasil implementou a Rotulagem Renovável de Retornáveis em aproximadamente 2 anos em várias linhas novas e convertidas, representando a maioria da demanda de tamanhos familiares.

A Coca-Cola Bandeirantes (Goiânia) foi a primeira a iniciar a operação no terceiro trimestre de 2018, operando uma linha KHS, lavadora Sanmartin e rotuladora P.E. Labellers, em garrafas de RefPET de 2 Litros com rótulos de papel. Desde então, várias outras linhas foram convertidas e outras foram lançadas com esta tecnologia contando com outros fornecedores de equipamentos como Krones, Liess e Sidel.

“Como já tínhamos o processo de RefPET e no projeto inicial da linha já era previsto a implementação dos sistemas de rotulagem, não tivemos tanta dificuldade, o que possibilitou maior agilidade. Isso nos tornou referência no sistema Coca-Cola, sendo a primeira fábrica no Brasil a implementar esse processo, inclusive recebemos visitas de fabricantes nacionais e estrangeiros para benchmarking”, complementa Almir Tavares.

Rotulagem renovável em BOPP

As embalagens retornáveis na América Latina são comercializadas com preços menores que as descartáveis, com volumes equivalentes. Por esse motivo existe uma pressão por competitividade de custos ainda maior nas embalagens retornáveis, com foco especial nos custos dos insumos (rótulos, adesivos etc.) e eficiência operacional.

Dessa forma, toda a solução foi desenhada para que houvesse flexibilidade para evolução no sistema de rotulagem, principalmente em busca de redução de custos. Iniciou-se a rotulagem com rótulos de papel, mas seguiu em paralelo o desenvolvimento de soluções BOPP com adesivos a frio e a quente.

A rotulagem em papel mostrou-se muito eficiente, mas como falado anteriormente, a pressão por custos justificou a continuidade dos testes com rótulos BOPP.

Devido ao perímetro das garrafas RefPET 2L adotou-se rótulos frente e verso, formando-se duas zonas de sobreposição (overlap de aprox. 8 mm). O princípio de extração é a per-meação da solução cáustica que dissolve a cola e libera o ró-tulo da garrafa. A Lavadora precisa ter fluxo muito bem cuida-do (vazão e direcionamento do fluxo) para assegurar a retira-da do rótulo e seu encaminhamento em direção ao extrator de rótulo, sem risco de que fique em suspensão acelerando a contaminação da solução cáustica. É muito importante o controle constante da saturação da solução cáustica, com ênfase da tensão superficial e teor de sais dissolvidos.

Foram conduzidos extensivos testes com BOPP utilizando adesivo frio e também adesivo quente. Após quase dois anos podemos dizer que a solução de adesivo quente (hot melt) está aprovada e validada comercialmente. A solução com adesivo frio mostrou-se eficiente, mas ainda não foi validada em campanhas longas de produção. A tendência é que o BOPP permita um custo total de rotulagem mais baixo que o Papel. Na rotulagem de garrafas pequenas (tamanhos individuais até 600ml), a tendência é atingir velocidades maiores (até 84.000 GPH) em BOPP com rotuladoras (ou agregados) menores e custo mais baixo, otimizando também o investimento (Capex).

A partir daí começamos a rotular também as garrafas de vidro retornável (RGB – returnable glass bottle).

Acreditamos que a tecnologia validada com garrafas de RefPET será perfeitamente aplicável para as garrafas de vidro RGB, mas precisamos de mais tempo de operação e maiores volumes para avaliar detalhes e implementar ajustes finos em parâmetros, equipamentos e especificações.

Em breve veremos aqui no Brasil toda a família de garrafas da Coca-Cola sendo rotulada, desde a NS 200ml, KS 290ml, FS 600ml, LS 1.000ml e RefPET de 1.500 e 2.000.

O Brasil segue liderando a implantação desta nova tecnologia de rotulagem retornável com estes conceitos, que está sendo transferida para outras regiões da América Latina e mundo.

Rotulagem renovável e a economia circular

O Brasil gera, aproximadamente, 80 milhões de toneladas de lixo por ano, sendo reciclado um volume inferior a 5% desse total. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) estabelece que os fabricantes de produtos comercializados em embalagens devem retornar o equivalente a 22% da quantidade total em volume colocada no mercado. Contextualizando para um cenário global, a economia circular ainda é de apenas 9% de um total de 92,8 bilhões de toneladas de resíduos gerados anualmente, segundo dados apresentados pelo The Circularity Gap Report. Isso demonstra a importância cada vez maior do tema para indústrias e sociedade em geral.

O projeto das embalagens retornáveis rotuladas é um case de sucesso dentro do contexto da Economia Circular.

As garrafas obedecem perfeitamente o conceito e retornam à fabrica para serem reutilizadas e/ou descartadas, caso sejam rejeitadas por chegarem ao fim de sua vida útil. “Com a responsabilidade ambiental cada vez mais em foco, a tendência é que as embalagens retornáveis ganhem maior relevância, sendo que em países mais desenvolvidos já predominam esse tipo de embalagem”, garante Almir Tavares, Diretor Industrial, Coca-Cola Bandeirantes.

Dentro do processo de rotulagem de rótulos renováveis em embalagens retornáveis os demais componentes do sistema de embalagens são coletados e encaminhados para reciclagem:

• Tampas: coletadas na estação de Descapsulamento e encaminhadas para reciclagem.
• Rótulos: coletados ao lado do Extrator de Rótulos são secos e encaminhados para reciclagem.

“As embalagens que promovam um ciclo de 100% de reúso através da retornabilidade ou da reciclagem dentro do ciclo produtivo representam, atualmente, a principal e mais importante tendência na indústria”, garante Rodrigo Klee, Diretor Industrial, Coca-Cola Andina Brasil.

Em 2020, a Organização Mundial de Embalagens homenageou a Coca-Cola Brasil com o Prêmio World Starpackaging 2020 por sua nova garrafa RefPET reutilizável. (A lista completa dos vencedores pode ser conferida em http://www.worldstar.org/worldstar-winners-2020).

Rotulagem nutricional para retornáveis

A rotulagem renovável em garrafas retornáveis está de acordo com o programa de Rotulagem Nutricional preconizado pela Norma da Anvisa (RDC Nº 429, DE 8 DE OUTUBRO DE 2020).

Apesar de uma parcela da produção da Coca-Cola ainda não estar preparada para utilização do rótulo renovável em retornáveis acredita-se ser possível concluir a implantação da rotulagem renovável em todas as linhas de envase.

Sob o ponto de vista tecnológico, esta solução está aberta a todos os demais concorrentes, requerendo apenas os estudos e projetos de adequação de suas linhas de produção e, eventualmente, ajustes no parque de vasilhames, pois em geral esta tecnologia é mais adequada à rotulagem em painel cilíndrico.

Próximos Passos

Não há duvida que este conceito é um sucesso, mas temos que reconhecer que sua implementação requer bastante esforço e recursos a serem investidos.

Curiosamente, neste momento, o mercado encontra sérios problemas de abastecimento de garrafas de vidro, mas acredita-se que este problema será resolvido em médio prazo possibilitando explorar todo o potencial desta solução.

O mercado trabalha o aumento de market share das embalagens retornáveis de Vidro e RefPET nos próximos anos, como aconteceu no Brasil e América Latina anos atrás. Inclusive, há um compromisso da Coca-Cola e seus Fabricantes neste sentido.

Para o futuro, acreditamos que os retornáveis ocuparão cada vez mais ocasiões de consumo na vida dos consumidores, incluindo novas bebidas envasadas nestas embalagens. Também novas ferramentas digitais e de distribuição trarão mais conveniência aos consumidores em embalagens retornáveis, ajudando a reduzir a pegada de carbono e geração de resíduos.

Paulo Villas
Coach e Consultor
Entrevistas: Carlos Parra (Engarrafador Moderno)

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2 comentários

  • Clovis de Almeida Maga Júnior disse:

    Excelente, uma verdadeira aula, quem sabe um curso sobre rotulagem e com os depoimentos de peso, não temos dúvidas é por em prática adaptando ao seu cenário. Parabéns a todos!

  • José Ademir Morgillo disse:

    Bom Dia,

    Todo mundo buscando desenvolver equipamentos para esta nova situação de mercado muitos até com ideias mirabolantes, já que os grandes players são os maiores produtores de material reciclavel porque não fazem a mesma operação com os retornaveis, montando uma usina de reciclagem onde as garrafas retornaveis sofrem o mesmo processo de transformação e voltam a ser garrafas novamente indo diretamente para a injeção.sopro e envase sem a necessidade de investimentos em novos equipamentos para reutilizar a garrafa e sem a necessidade de esterilização e toda a parafernália comentada na matéria.
    É certo que terão que investir em uma campanha de marketing incentivando a população a devolver a garrafa nos pontos de vendas e criando uma logistica reversa eliminando todo o lixo reciclavel de garrafas pet ocasionado pelo não incentivo de devolução pelo consumidor ao ponto de venda.
    A solução esta na frente de todos mas ao inves de trabalhar esta solução preferem criar dificuldades para vender facilidades e ainda sairem como os maiores defensores da natureza.

    Saudações

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