Cooperativa Vinícola Aurora espera 80 mil visitantes no inverno

O avanço do enoturismo na região reflete a crescente valorização da origem, da cultura e das experiências associadas à vitivinicultura

As iniciativas de enoturismo da Cooperativa Vinícola Aurora incluem piqueniques, degustações com espumantes e caminhada pelos vinhedos da Serra Gaúcha
Foto: Divulgação / Cooperativa Vinícola Aurora

 

Dois anos após as enchentes históricas que paralisaram o turismo no Rio Grande do Sul, a Cooperativa Vinícola Aurora consolida sua recuperação de mercado e projeta um inverno recorde. A empresa estima atrair 80 mil turistas entre junho e agosto deste ano nas suas três operações na Serra Gaúcha, um salto de 10% na comparação com o inverno passado, quando foram registrados 71,6 mil turistas.

O otimismo é respaldado pelos números do primeiro semestre: de janeiro a maio, a vinícola já recebeu mais de 90 mil visitantes, impulsionada sobretudo por turistas vindos de São Paulo, Santa Catarina e do Nordeste. A sede histórica da cooperativa, em Bento Gonçalves (RS), concentrou a maior parte do fluxo, com 85 mil turistas, seguida pelo complexo do Vale dos Vinhedos, com 4,5 mil visitantes, e pelos vinhedos de Pinto Bandeira, que receberam cerca de 900 pessoas no período.

Para sustentar o fluxo da alta temporada, a cooperativa, que completa 95 anos em 2026, reforçou a equipe de atendimento e ampliou o portfólio de experiências exclusivas de enoturismo na sede de Bento Gonçalves, nas unidades do Vale dos Vinhedos e de Pinto Bandeira, que incluem degustações harmonizadas entre vinhos, queijos e chocolates, passeios em meio às videiras e piqueniques. Ao longo de todo o ano de 2025, a Aurora contabilizou mais de 260 mil visitantes nas unidades de Bento Gonçalves, Vale dos Vinhedos e Pinto Bandeira.

Para Ana Maria Possamai, gerente de Turismo da Cooperativa Vinícola Aurora, o avanço do enoturismo reflete a crescente valorização da origem, da cultura e das experiências associadas à vitivinicultura. “O enoturismo permite que o visitante faça uma imersão na cultura e na história do vinho brasileiro. Aqui, ele conhece os vinhedos, a paisagem e o trabalho das famílias cooperadas, e cria uma conexão muito mais profunda com o produto e com nossa região”, afirma.

A cinco anos de seu centenário, a cooperativa tem no turismo de experiência uma de suas principais estratégias para conectar consumidores e enófilos de todos o país ao terroir brasileiro e à produção vitivinícola nacional.

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