Cibersegurança supera IA e lidera competências mais valorizadas por gestores de tecnologia

Levantamento mostra que a cibersegurança ocupa o topo das prioridades das lideranças de tecnologia, enquanto profissionais equilibram o desenvolvimento de competências em IA, nuvem e segurança digital

Levantamento da Robert Half, consultoria global de soluções em talentos e negócios, mostram que a proteção de dados e sistemas está no topo das prioridades dos gestores de Tecnologia e TI no Brasil.

Principais tópicos

  • Cibersegurança lidera entre as competências valorizadas pelos gestores de tecnologia: 64% apontam a área entre as competências mais valorizadas, à frente de desenvolvimento de software e aplicações (59%), ciência de dados (58%) e IA generativa (58%).
  • Profissionais equilibram o desenvolvimento de competências em IA, nuvem e segurança digital: entre as três principais áreas de desenvolvimento, IA aplicada ao desenvolvimento lidera (39%), seguida por nuvem (32%), cibersegurança (31%) e IA generativa (30%).
  • Millennials são os mais interessados em desenvolver competências em cibersegurança: 40% colocam a área entre seus três principais focos de desenvolvimento, acima da Geração X (35%), Geração Z (28%) e Baby Boomers (20%).

Segundo pesquisa, 64% deles colocam a cibersegurança entre as competências mais valorizadas, o maior percentual entre todas as habilidades avaliadas. A relevância da habilidade se sobressai mesmo diante do avanço acelerado da inteligência artificial. Desenvolvimento de software e aplicações aparece em segundo lugar, com 59%, seguido por ciência de dados e gestão de bancos de dados e uso de soluções de IA generativa, ambos com 58%. Uso e/ou programação de IA agêntica, nuvem e scripting e automação aparecem na sequência, com 56% cada.

“Quanto mais as empresas adotam tecnologias baseadas em dados, maior se torna a necessidade de proteger informações estratégicas, ativos digitais e processos críticos. Por isso, a segurança continua ocupando uma posição central na agenda das áreas de tecnologia”, afirma Alexandre Mendonça, gerente da Robert Half.

Entre os profissionais de TI, o foco do desenvolvimento técnico está distribuído entre competências ligadas à inteligência artificial, nuvem e cibersegurança. As três principais áreas nas quais buscam desenvolver habilidades são o desenvolvimento de software impulsionado por IA (39%), seguido por plataformas de nuvem (32%) e cibersegurança (31%). O desenvolvimento de IA generativa aparece logo depois, com 30%.

Mesmo com a forte atenção dada à inteligência artificial, a cibersegurança segue entre as principais áreas nas quais os profissionais de TI buscam aprimorar suas competências.

“Os profissionais estão desenvolvendo competências ligadas à inteligência artificial para acompanhar a evolução do mercado, mas continuam enxergando a cibersegurança como uma habilidade relevante para operar em ambientes cada vez mais digitais”, explica Mendonça.

Millennials lideram interesse por cibersegurança

Nos recortes geracionais analisados, os Millennials são os que mais priorizam o desenvolvimento de competências em cibersegurança. Para 40%, a área figura como um dos três principais focos de desenvolvimento profissional, percentual superior ao observado entre profissionais da Geração X (35%), Geração Z (28%) e Baby Boomers (20%).

Segundo Mendonça, a diferença está relacionada à evolução da carreira e aumento de responsabilidades profissionais. “Com a evolução da carreira, os profissionais passam a lidar mais de perto com questões de risco, governança e continuidade dos negócios. Por isso, a cibersegurança se torna cada vez mais relevante à medida que ampliam suas responsabilidades e participação em decisões estratégicas”, avalia Mendonça.

A relevância atribuída à cibersegurança pelos gestores de tecnologia brasileiros também se destaca na comparação internacional. O Brasil registra o maior percentual de valorização da competência entre os países analisados, com 64%, à frente do Reino Unido (54%), Bélgica (52%), Suíça (51%), França (46%), Holanda (45%) e Alemanha (43%).

O resultado reforça a importância estratégica da segurança digital entre as prioridades das lideranças de tecnologia brasileiras em um cenário de rápida transformação tecnológica.

“Os dados mostram que a evolução tecnológica amplia tanto as oportunidades quanto a necessidade de desenvolver competências relacionadas à segurança digital. À medida que novas ferramentas passam a integrar a rotina das empresas, cresce também a importância de proteger dados, sistemas e processos críticos”, conclui Mendonça.

Metodologia

A pesquisa foi conduzida online pela Robert Half com gestores de contratação de tecnologia e profissionais da área no Brasil, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Alemanha, Suíça e França. No Brasil, foram ouvidos 100 gestores e 200 profissionais.

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