Publicado em 19 de outubro de 2026
Levantamento mostra que a cibersegurança ocupa o topo das prioridades das lideranças de tecnologia, enquanto profissionais equilibram o desenvolvimento de competências em IA, nuvem e segurança digital
Levantamento da Robert Half, consultoria global de soluções em talentos e negócios, mostram que a proteção de dados e sistemas está no topo das prioridades dos gestores de Tecnologia e TI no Brasil.
Segundo pesquisa, 64% deles colocam a cibersegurança entre as competências mais valorizadas, o maior percentual entre todas as habilidades avaliadas. A relevância da habilidade se sobressai mesmo diante do avanço acelerado da inteligência artificial. Desenvolvimento de software e aplicações aparece em segundo lugar, com 59%, seguido por ciência de dados e gestão de bancos de dados e uso de soluções de IA generativa, ambos com 58%. Uso e/ou programação de IA agêntica, nuvem e scripting e automação aparecem na sequência, com 56% cada.
“Quanto mais as empresas adotam tecnologias baseadas em dados, maior se torna a necessidade de proteger informações estratégicas, ativos digitais e processos críticos. Por isso, a segurança continua ocupando uma posição central na agenda das áreas de tecnologia”, afirma Alexandre Mendonça, gerente da Robert Half.
Entre os profissionais de TI, o foco do desenvolvimento técnico está distribuído entre competências ligadas à inteligência artificial, nuvem e cibersegurança. As três principais áreas nas quais buscam desenvolver habilidades são o desenvolvimento de software impulsionado por IA (39%), seguido por plataformas de nuvem (32%) e cibersegurança (31%). O desenvolvimento de IA generativa aparece logo depois, com 30%.
Mesmo com a forte atenção dada à inteligência artificial, a cibersegurança segue entre as principais áreas nas quais os profissionais de TI buscam aprimorar suas competências.
“Os profissionais estão desenvolvendo competências ligadas à inteligência artificial para acompanhar a evolução do mercado, mas continuam enxergando a cibersegurança como uma habilidade relevante para operar em ambientes cada vez mais digitais”, explica Mendonça.
Nos recortes geracionais analisados, os Millennials são os que mais priorizam o desenvolvimento de competências em cibersegurança. Para 40%, a área figura como um dos três principais focos de desenvolvimento profissional, percentual superior ao observado entre profissionais da Geração X (35%), Geração Z (28%) e Baby Boomers (20%).
Segundo Mendonça, a diferença está relacionada à evolução da carreira e aumento de responsabilidades profissionais. “Com a evolução da carreira, os profissionais passam a lidar mais de perto com questões de risco, governança e continuidade dos negócios. Por isso, a cibersegurança se torna cada vez mais relevante à medida que ampliam suas responsabilidades e participação em decisões estratégicas”, avalia Mendonça.
A relevância atribuída à cibersegurança pelos gestores de tecnologia brasileiros também se destaca na comparação internacional. O Brasil registra o maior percentual de valorização da competência entre os países analisados, com 64%, à frente do Reino Unido (54%), Bélgica (52%), Suíça (51%), França (46%), Holanda (45%) e Alemanha (43%).
O resultado reforça a importância estratégica da segurança digital entre as prioridades das lideranças de tecnologia brasileiras em um cenário de rápida transformação tecnológica.
“Os dados mostram que a evolução tecnológica amplia tanto as oportunidades quanto a necessidade de desenvolver competências relacionadas à segurança digital. À medida que novas ferramentas passam a integrar a rotina das empresas, cresce também a importância de proteger dados, sistemas e processos críticos”, conclui Mendonça.
A pesquisa foi conduzida online pela Robert Half com gestores de contratação de tecnologia e profissionais da área no Brasil, Reino Unido, Holanda, Bélgica, Alemanha, Suíça e França. No Brasil, foram ouvidos 100 gestores e 200 profissionais.