Publicado em 24 de outubro de 2026
Sustentabilidade, qualidade e eficiência orientaram a escolha da Krones e Steinecker para a construção da nova fábrica de bebidas da Coca-Cola Andina, em Duque de Caxias (RJ)
A fábrica de refrigerantes da Coca-Cola Andina em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, é pioneira em sustentabilidade, qualidade e eficiência. Por isso, a empresa tinha padrões igualmente elevados na escolha de um parceiro para a construção de uma nova fábrica de bebidas no local. Sua equipe buscava espírito inovador e disposição para abraçar a filosofia da Coca-Cola Andina. Encontraram ambos na Steinecker e na Krones.
A Coca-Cola Andina é uma das maiores empresas de envase de bebidas da América Latina e opera onze fábricas de refrigerantes no Chile, Paraguai, Argentina e no Brasil, onde está situada a mais nova e mais moderna planta do Grupo em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, inaugurada em 2018. Atualmente, ela conta com cinco linhas de produção, que produziram cerca de 15 milhões de litros de refrigerantes e água mineral em 2025.
Como a Coca-Cola Andina descobriu a cerveja
Por que uma fabricante de refrigerantes, uma empresa do grupo Coca-Cola, construiria uma cervejaria? “A Coca-Cola Andina já estava envolvida na distribuição de cerveja há algum tempo e queria participar do mercado brasileiro de cerveja, agregando valor à sua cadeia produtiva”, explica Fausto Padrão, Gerente de Engenharia da Coca-Cola Andina. Em 2020, a empresa adquiriu a marca brasileira Therezópolis e decidiu construir sua própria cervejaria. Fausto Padrão esteve envolvido no planejamento do projeto e na construção desde o início: “Estávamos planejando construir a primeira cervejaria em todo o grupo e não tínhamos nenhuma experiência nessa área. Antes de tudo, precisávamos de alguém que tivesse profundo conhecimento em produção de cerveja.” A empresa encontrou a pessoa ideal em Sidney Belchior, Mestre Cervejeiro que atua na Coca-Cola Andina há cinco anos como Gerente de Produção de Cervejas. “Construir a primeira cervejaria da Coca-Cola Andina é uma experiência única na vida”, comenta o executivo descrevendo seu fascínio pelo projeto. “Foi decidido que a nova cervejaria seria construída na mais recente e tecnologicamente avançada planta da empresa permitindo que partes da infraestrutura fossem utilizadas tanto pela cervejaria quanto pela produção de refrigerantes, minimizando assim os custos envolvidos”, completa Fausto Padrão.
A primeira cervejaria da Coca-Cola Andina
Desde junho de 2025, a Coca-Cola Andina produz cerveja em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Além de sua marca própria, Therezópolis, a cervejaria produz também, sob licença, Estrella Galicia, Cerpa e Tijuca. Atualmente, a capacidade de produção anual é de 500.000 hectolitros, limitada apenas pelo número de tanques de fermentação e maturação. O restante da cervejaria foi desenhado para dois milhões de hectolitros por ano, com espaço disponível para atingir quatro milhões de hectolitros. A filtração também possui um sistema modular que permite um aumento da capacidade produtiva.
Uma planta de primeira categoria
“Inovador”, “comprometido com a inovação”, “a melhor tecnologia” – esses são termos frequentemente ouvidos ao conversar com os executivos da empresa. Eles reforçam a missão da Coca-Cola Andina, que é analisar minuciosamente até mesmo as melhores soluções para descobrir se ainda há espaço para melhorias. A fábrica de refrigerantes de Duque de Caxias é o exemplo, totalmente digitalizada e rigorosamente projetada para atingir os mais altos níveis de sustentabilidade, eficiência e qualidade. “Nós temos aqui uma das mais modernas fábricas de refrigerantes do mundo. A nova cervejaria precisava atender a esse padrão e oferecer soluções de excelência para o consumo de energia e água, além de assegurar a qualidade dos processos e das condições de trabalho da nossa equipe”, destaca Sidney Belchior. “Além disso, procurávamos parceiros dispostos a unir forças conosco para aprimorar ainda mais suas melhores soluções, tornando-as ainda mais adequadas ao nosso projeto. Precisávamos de parceiros fortes e encontramos tudo isso na Steinecker e na Krones. A tecnologia e o preço também foram adequados. Além disso, temos uma parceria com a Krones há muito tempo, proveniente de nosso negócio de refrigerantes”, acrescenta o executivo.
“Nós temos aqui uma das mais modernas fábricas de refrigerantes do mundo. A nova cervejaria precisava atender a esse padrão e oferecer soluções de excelência para o consumo de energia e água, além de assegurar a qualidade dos processos e das condições de trabalho da nossa equipe.”
Sidney Belchior
Mestre Cervejeiro e Gerente de Produção de Cervejas
Coca-Cola Andina
Era apropriado que os conceitos de economia de energia da Steinecker não fossem diferentes da Coca-Cola Andina. A fábrica de refrigerantes de Duque de Caxias utiliza água quente como meio de transferência de calor, em vez de vapor, em combinação com um sistema central de armazenamento de calor e um sistema de recuperação de energia. A cervejaria de baixa temperatura da Steinecker é baseada em princípios muito semelhantes. E foi exatamente isso que a Coca-Cola Andina obteve: uma cervejaria de baixa temperatura operada com água quente (a 115 graus Celsius), com um tanque central de armazenamento de calor e um sistema de recuperação de energia EquiTherm Brew . Por razões de sustentabilidade, o sistema de filtração não utiliza diatomita, mas sim tecnologia de membrana.
A Coca-Cola Andina utiliza uma unidade de produção de cerveja de baixa temperatura que economiza energia
A cervejaria, assim como toda a instalação, é altamente automatizada e equipada com sistemas abrangentes de monitoramento e controle de processos. Todos os sistemas, linhas e processos da fábrica de refrigerantes já estavam digitalizados e interconectados em uma rede de Internet Industrial das Coisas (IIoT). “Quando estávamos planejando a instalação, nossa abordagem era pioneira”, enfatiza Fausto Padrão: “Hoje, temos um excelente data lake, ou seja, um repositório para todos os dados da empresa. Isso nos prepara para o futuro e fornece uma base de dados consistente e rastreável para a implementação de soluções futuras, como realidade aumentada, inteligência artificial e big data.”
Um pré-requisito para esse conceito é que os dados de todos os sistemas fluam para o sistema da Coca-Cola Andina. A cervejaria está integrada neste sistema, não apenas com o Botec F1 , sistema de controle de processos da Steinecker, mas também com o Sistema de Execução de Manufatura (MES) que monitora e controla todo o processo produtivo.
Cervejaria piloto
A exigência mais importante era que a produção de refrigerantes na fábrica continuasse sem interrupções durante as obras e até mesmo durante a instalação da nova linha de produção de cerveja e refrigerantes na área de engarrafamento. De acordo com Fausto Padrão a flexibilidade também foi crucial no projeto da cervejaria. “Para nós, era importante que as etapas individuais da produção de cerveja estivessem dispostas exatamente na sequência do processo, começando pelo silo de malte, passando pela sala de brassagem, pelos tanques de fermentação e maturação e, finalmente, chegando à área de envase. Queríamos que os visitantes mas, especialmente, a nossa equipe, pudessem percorrer visualmente todo o processo de fabricação de cerveja. Isso era algo incomum para a Steinecker, mas eles compreenderam as nossas razões e implementaram o conceito”, complementa Fausto Padrão.
A Coca-Cola Andina também investiu em uma cervejaria MicroCube compacta, com capacidade de produção de dez hectolitros. “Nós a usamos para treinar nossa equipe e desenvolver novas receitas. Além disso, os visitantes podem vê-la claramente do nosso bar”, afirma Sidney Belchior.
A unidade de brassagem compacta MicroCube serve como uma cervejaria experimental para novas receitas e como um objeto de demonstração para visitantes
“Para nós, era importante que as etapas individuais da produção de cerveja estivessem dispostas exatamente na sequência do processo, começando pelo silo de malte, passando pela sala de brassagem, pelos tanques de fermentação e maturação e, finalmente, chegando à área de envase.”
Fausto Padrão
Gerente de Engenharia
Coca-Cola Andina
Uma única linha para tudo
A cerveja é envasada em uma nova linha combinada, também fornecida pela Krones, que processa cerveja e refrigerantes, tanto em latas quanto em garrafas de vidro. Para isso, foi equipada com duas enchedoras da família Modulfill – uma para latas e outra para garrafas. A operação ocorre com apenas uma enchedora por vez, garantindo que cada linha produza apenas uma variante de produto. Após o enchimento todas as embalagens passam pelo pasteurizador LinaFlex Pro , que, no caso dos refrigerantes, funciona como aquecedor. Equipado com três trocadores de calor para máxima recuperação térmica o equipamento atende aos rigorosos requisitos da Coca-Cola Andina para minimização do consumo de energia e água.
Integrar a linha de produção tanto aos refrigerantes quanto à cervejaria representou um desafio particular. Os dois produtos devem permanecer rigorosamente separados o tempo todo e durante o envase da cerveja, a limpeza também deve ser realizada para evitar contaminação cruzada. O mesmo se aplica aos refrigerantes.
Para controlar automaticamente esse fluxo de material entre todas as fontes, a equipe da Steinecker programou uma matriz de controle complexa no Botec F1. “Hoje este sistema de controle funciona perfeitamente”, afirma Fausto Padrão com satisfação. “A preocupação com a contaminação cruzada é coisa do passado.”
A linha combinada oferece uma enorme variedade de produtos e opções de embalagens
A linha combinada processa latas no formato slim e sleek em cinco tamanhos diferentes, além de garrafas de vidro long neck. Juntamente com o envase de dois tipos de bebidas, essas opções resultam em uma enorme variedade de produtos e opções de embalagens. “Temos cerca de 50 itens diferentes em nosso estoque”, ressalta Fausto Padrão. “Foi um grande desafio entender tudo isso, realizar testes de linha para todas as opções e, principalmente, treinar os operadores para lidar com diferentes cenários. Ajustamos os parâmetros de envase não apenas de acordo com as respectivas embalagens e bebidas, mas também conforme as diversas marcas para as quais produzimos. Temos uma vasta experiência com bebidas não alcoólicas gaseificadas. Trabalho no mundo Coca-Cola há 28 anos, 13 deles na Coca-Cola Andina. Mas cerveja é uma novidade para mim e para quase todos os nossos técnicos portanto, tínhamos muito a aprender. Para cada marca precisávamos dos melhores parâmetros de produção possíveis e do melhor processo de embalagem possível. Levou tempo, mas agora temos as definições ideais para cada caso,” complementa o executivo.
A linha começou a operar com refrigerantes em dezembro de 2024 e a cerveja foi incluída em julho de 2025.
Também faz parte do escopo de fornecimento: uma linha para água mineral
A Krones instalou, em Duque de Caxias, uma linha adicional, destinada a água mineral. O mercado de água no Brasil apresenta um crescimento muito expressivo atualmente, o que tornou necessária a ampliação da capacidade. O desafio consistia em acomodar uma alta capacidade produtiva em um espaço bastante reduzido. Em apenas três meses, foi instalado um sistema ErgoBloc L para garrafas de 0,5 e 1,5 litro, com uma capacidade de 66.000 unidades de 0,5 litro por hora.
“Colocar duas novas linhas de envase em operação em menos de um ano, e isso com a produção em pleno andamento, foi um verdadeiro desafio”, comenta Fausto Padrão. Mas, juntos, eles superaram esse desafio. Somando-se às três linhas já existentes, a Coca-Cola Andina em Duque de Caxias conta hoje com cinco linhas de envase da Krones. E uma sexta linha, voltada para bebidas carbonatadas (CSD), será adicionada ainda este ano.
Linha de Pet para água mineral
Bom projeto, boa cerveja
Ao ser questionado sobre o sucesso do projeto de produção de cerveja na Coca-Cola Andina, Sidney Belchior demonstra satisfação: “Estamos recebendo um retorno muito positivo sobre nossa cerveja, de todos os lados. Estamos alcançando níveis de oxigênio muito baixos, o que resulta em uma excelente vida útil do produto”. Ele destaca a colaboração positiva com a Krones e a Steinecker: “Ambas as empresas nos forneceram equipes de projeto excepcionais, tanto da Alemanha quanto do Brasil. Acredito que elas perceberam o quanto a Coca-Cola Andina valoriza o pensamento inovador e selecionaram profissionais capazes de compreender nossa cultura e de pensar ‘fora da caixa’ conosco. Essa flexibilidade e abertura em nossa colaboração foram, sem dúvida, fundamentais para o sucesso do projeto”.
Therezópolis é a marca própria da Coca-Cola Andina
E como a equipe reage ao fato de a fábrica de refrigerantes passar a produzir cerveja? “Tivemos uma surpresa positiva”, contam Fausto Padrão e Sidney Belchior: “Quando informamos os colaboradores sobre os planos para a cervejaria, descobrimos que alguns deles já haviam trabalhado anteriormente como mestres-cervejeiros ou técnicos cervejeiros e estavam muito interessados em participar do projeto.” Fausto Padrão também se mostra satisfeito: “Temos muita confiança na tecnologia da Krones e sabemos, por experiência, que ela nos permite alcançar boas soluções. Para mim, o ponto forte da Krones reside em sua capacidade de gerar inovações.” Ele também destaca a excelente colaboração: “Sentimo-nos afortunados por contar com a Steinecker e a Krones no projeto e por trabalharmos juntos de forma amigável — não apenas como parceiros.”