Processos logísticos mais eficientes no varejo

Como o RFID pode transformar os negócios de maneira mais rápida e segura

George Millard

 

O varejo mudou rapidamente para se adaptar às consequências da pandemia. Tendências que caminhavam lentamente aceleraram diante da necessidade de ter um e-commerce robusto para atender uma demanda que cresceu rapidamente do físico para o digital.

A digitalização virou questão de sobrevivência. E a velocidade de implantação passou a ter mais importância do que a certeza do caminho estratégico correto. Melhor fazer logo e depois corrigir do que não avançar e ficar pelo caminho.

O novo comportamento do consumidor veio para ficar. Em 2021, a China passou a ter 50% das suas vendas online, os EUA 16% e o Brasil 10% (antes da pandemia o percentual era de 5%). Esses números tendem a crescer com a confiança que os consumidores mais velhos adquiriram no e-commerce e com o imediatismo da geração Z (9-23 anos).

A tecnologia RFID , que já era utilizada em algumas áreas
do varejo, se transformou em vantagem competitiva
ao assumir a posição de smart supply chain

A estratégia é combinar cada vez mais conveniência e velocidade. Neste cenário em que a omnicanalidade ganha um espaço maior e posiciona a logística como um diferencial competitivo, o mercado demanda tecnologias inovadoras para fazer mais com menos custos e menos erros. A tecnologia RFID, que já era utilizada em algumas áreas do varejo, se transformou em vantagem competitiva ao assumir a posição de smart supply chain, ideal para reduzir custos e ampliar receitas.

Atualmente, existem grandes redes, como a Riachuelo, que adotaram a tecnologia em toda a cadeia de suprimentos, da fábrica até o consumidor final, para garantir o controle dos processos e a gestão inteligente dos estoques. Há outros grupos brasileiros que investem em entregas no mesmo dia, em várias modalidades: em casa, pick-up in store (comprar online e pegar numa loja), curbside (agendar uma entrega de mercadoria num ponto como calçada ou estacionamento), darkstores e hubs (são lojas que que não estão abertas ao público, mas que funcionam como um hub logístico de milhares de entregadores de moto, bicicleta e patinete, que têm velocidade e flexibilidade para atender a “última milha” no mesmo dia, ou até em algumas horas quando as compras são online.

George Millard
CEO da Mozaiko, empresa do Grupo Stefanini que desenvolve tecnologias de Analytics e IoT para
otimizar e simplificar processos de varejo e logística

 

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