Publicado em 6 de dezembro de 2016
Bebida pode diversificar a renda dos produtores ruraisA brasileiríssima cachaça pode ser uma interessante fonte de renda para o produtor de cana-de-açúcar. A produção da bebida agrega, aproximadamente, 85% de valor na renda bruta do produtor. Para transferir informações sobre o processo de produção, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Jaú, realizará o II Treinamento Prática sobre Produção de Cachaça, em 8 de dezembro de 2016, a partir das 7h, em Jaú, interior paulista.
O objetivo é oferecer um treinamento básico sobre a produção de cachaça artesanal. Segundo a pesquisadora da APTA, Gabriela Aferri, o treinamento tem sido muito procurado, principalmente, por pequenos produtores rurais, que visam uma oportunidade de aumentar a renda familiar com a produção da bebida. “A produção da cachaça agrega valor na renda bruta do produtor. Uma tonelada de cana-de-açúcar entregue para usina para produção de açúcar e etanol equivale a, aproximadamente, R$ 60,00, e uma tonelada de cana transformada em cachaça equivale a cerca de R$ 400,00”, diz.
Durante o curso, as atividades teóricas e práticas serão separadas por ambientes, nas quais serão ensinados aspectos sobre equipamentos, qualidades da matéria-prima, higienização do ambiente e o próprio processo da produção da cachaça, que conta com filtração, diluição, tratamento térmico, fermentação e destilação. Além disso, serão abordados aspectos sensoriais da cachaça artesanal, divididas entre aromas, sensações, gostos e visual, que auxiliam no reconhecimento de um produto de boa qualidade.
Atualmente, 1,3 bilhão de litros de cachaça são produzidos no Brasil, por cerca de 40 mil produtores espalhados pelo País. Aproximadamente, 45% da produção nacional vêm somente do Estado de São Paulo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Cachaça (IBRAC), 99% dos produtores são de micro ou pequeno portes.
Segundo a pesquisadora da APTA, a produção da cachaça está totalmente interligada ao plantio de cana-de-açúcar, fazendo com que diversas práticas realizadas na lavoura causem um efeito na produção final da bebida. “A escolha das variedades de cana e o controle de pragas, doenças e ervas daninhas podem alterar a qualidade da cachaça”, diz Gabriela. As principais variedades de cana-de-açúcar existentes para a produção da bebida são a IACSP955000, IACSP975094, RB867515, entre outras, que devem estar associadas à região, clima, tipo de solo e época de maturação.
A qualidade da bebida pode ser medida de acordo com os aspectos sensoriais. “Reconhece-se uma cachaça de boa qualidade quando ela apresenta cor, sabor, aroma e textura, ou viscosidade, característicos do processo de fermentação ou da harmonização dos produtos agregados ao processo de envelhecimento”, diz a pesquisadora.
Data: 8 de dezembro de 2016
Horário: 7h
Local: Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Jaú “Hélio de Moraes”
Endereço: Rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira, SP 304, Km 304, Sentido Jaú – Bariri, Jaú – SP
Informações: (14) 3621-3439
Programação:
7h às 07h30: Abertura
7h30 às 09h30: Preparo da matéria prima
9h30 às 09h45: Intervalo
9h45 às 11h: Processo de fermentação
11h às 12h30: Almoço
12h30 às 14h45: Destilação
14h45 às 15h: Intervalo
15h às 16h30: Aspectos sensoriais da cachaça artesanal