Publicado em 7 de outubro de 2026
No mesmo período, a produção total declarada de cerveja superou 15,6 bilhões de litros, segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)
O aroma, o amargor e o estilo fazem parte do prazer de escolher uma cerveja. Para quem precisa evitar o glúten, porém, apreciar a bebida também depende de encontrar opções adequadas a essa restrição.
Essa mudança nos hábitos de consumo é responsável por uma forte alta na produção da categoria no país. O volume declarado de cerveja sem glúten passou de 71,1 milhões de litros em 2024 para 367,9 milhões em 2025, crescimento de 417,68%, segundo o Anuário da Cerveja 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). No mesmo período, a produção total declarada de cerveja no Brasil superou 15,6 bilhões de litros.
Foi nesse cenário que a Cervejaria Salva , instalada em Bom Retiro do Sul (RS), decidiu mudar todo o portfólio para cervejas sem glúten, necessitando de uma adaptação geral do processo cervejeiro. Após meses de desenvolvimento e testes, a empresa passou a adicionar uma enzima em uma etapa intermediária da produção, com o objetivo de decompor o glúten e preservar as características das receitas. A mudança alcança estilos maltados, lupulados e sazonais.
“Acreditamos que escolher uma cerveja deve continuar sendo uma experiência de sabor, aroma e estilo. Nosso desafio foi incorporar a enzima ao processo sem descaracterizar as receitas. A mudança foi feita com testes e acompanhamento em cada etapa, mantendo o cuidado com a qualidade que faz parte do trabalho da Salva”, afirma João Giovanella, CEO da cervejaria.
Fundada em 2016, a fábrica da Salva tem cerca de 2,5 mil metros quadrados e capacidade instalada de 500 mil litros por mês. A empresa também vem desenvolvendo produtos em novas categorias de bebidas, como uma água proteica.