Publicado em 29 de julho de 2026
Estudo revela que a pressão do tempo nas compras online faz com que consumidores priorizem a rapidez em vez da segurança, expondo-se a fraudes mesmo cientes dos riscos
De acordo com um novo estudo da Akamai Technologies quase metade dos consumidores brasileiros (47%) faz compras durante promoções-relâmpago sem verificar se o site é seguro. Embora 85% dos entrevistados admitam ter receio de fraudes online, o senso de urgência e a pressão promocional associados a esse tipo de campanha frequentemente se sobrepõem às precauções de segurança. Os resultados evidenciam uma contradição crescente no comportamento de compra online.
O estudo também constatou que 51% dos consumidores compartilhariam dados pessoais em troca de benefícios, como descontos ou frete grátis. Isso reforça como incentivos sensíveis ao tempo podem influenciar comportamentos de maior risco no comércio digital.

A pesquisa da Akamai mostra que ofertas promocionais (25%), variedade de produtos (22%) e conveniência (20%) são os principais fatores que impulsionam as decisões de compra entre os consumidores brasileiros. Ao mesmo tempo, quase 90% dos entrevistados afirmam que avaliações positivas de clientes influenciam suas decisões, e mais de dois terços dizem ser influenciados por conteúdos de marcas nas redes sociais.
A urgência tornou-se um fator essencial para acelerar decisões de compra e reduzir o tempo dedicado à verificação de segurança. Quase 80% dos consumidores afirmam que ofertas-relâmpago recebidas por e-mail, aplicativos ou marketplaces influenciam fortemente suas decisões.
A atividade de compras também se concentra em grandes eventos do varejo. A Black Friday representa mais de 40% das compras anuais, enquanto o período de festas de fim de ano corresponde a quase 25%. Esses eventos ampliam o volume de transações e a exposição potencial a tentativas de fraude durante períodos de pico de demanda.
Mobile first e pagamentos instantâneos dominam as transaçõesNo Brasil, o comércio digital é cada vez mais mobile first. De fato, 41% dos entrevistados utilizam smartphones como principal canal de compras em lojas, marcas e marketplaces.
Em relação aos pagamentos, 80% dos consumidores utilizam cartões de crédito ou Pix, o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. Isso reflete uma mudança mais ampla em direção a ambientes de transações em tempo real e com menos atritos.
As categorias de produtos mais compradas no último ano foram roupas e vestuário (64%), produtos de beleza e cuidados pessoais (49%) e eletrônicos (31%).
Apesar da ampla conscientização sobre os riscos de fraudes digitais, o comportamento frequentemente muda sob pressão de tempo:
Quase três em cada quatro entrevistados relataram já terem sido vítimas de fraude ou conhecerem alguém que foi afetado. Os incidentes mais comuns são compras que não foram entregues (46%), golpes envolvendo falsos atendimentos ao cliente (41%), clonagem de cartão de crédito (29%) e comprometimento de dispositivos ou celulares (relatado por quase metade dos entrevistados). O risco que mais preocupa os consumidores é o acesso não autorizado a contas bancárias (45%).
Consumidores exigem proteções integradas mais robustasOs entrevistados apontaram diversas expectativas em relação às medidas de segurança oferecidas pelas empresas:
Essas expectativas refletem a crescente demanda por segurança integrada nas plataformas de comércio digital, especialmente em processamento de pagamentos, sistemas de autenticação e monitoramento de transações em tempo real.
Equilibrando velocidade e confiança no comércio digital“As decisões de compra são cada vez mais influenciadas por estímulos em tempo real, como avaliações de clientes e ofertas por tempo limitado”, afirma Fernando Serto, Field CTO da Akamai Technologies para a América Latina. “Esses fatores encurtam o caminho até a compra e criam um senso de urgência em momentos importantes para o varejo. Por isso, as marcas precisam equilibrar velocidade e confiança para permanecer competitivas e, ao mesmo tempo, proteger os consumidores durante os períodos de maior demanda.”
Serto acrescenta que “embora a conscientização sobre fraudes esteja aumentando, a evolução do comportamento dos consumidores continua introduzindo novas vulnerabilidades ao longo do processo de transação digital.”