Inovação é capaz de reparar o DNA celular e reverter danos solares
A Natura anunciou, através do Natura Ventures, fundo de Corporate Venture Capital gerido pela VOX Capital, um aporte na Antarka, startup uruguaia de biotecnologia focada em longevidade da pele. A tecnologia da startup é baseada em enzimas de microrganismos adaptados às condições extremas da Antártica, capazes de promover um reparo celular profundo contra danos causados pela radiação UV. O potencial desta enzima representa um avanço que vai além dos antioxidantes tradicionais, com o potencial de fortalecer o portfólio de dermocosméticos da marca.
A parceria permite que os times de P&D da Natura e da Avon avaliem a aplicação da enzima em diversas frentes tecnológicas, de fórmulas solares a dermocosméticos. O grande diferencial reside na integração vertical da Natura, que conecta pesquisa biológica, formulação, testes clínicos e industrialização em um único ecossistema. Essa estrutura encurta a transição entre a descoberta científica e a prateleira, permitindo que marcas como Chronos e Renew possam absorver essa ciência com maior velocidade, segurança e previsibilidade.
“Este aporte na Antarka exemplifica a estratégia do Natura Ventures: identificar tecnologias de ruptura que, além de complementarem nosso portfólio, transformem a dinâmica de inovação do setor. Ao integrarmos ciência de fronteira ao nosso ecossistema, habilitamos uma rota para impulsionar o crescimento, unindo a agilidade das startups à nossa escala industrial. Mais do que investir em uma solução, estamos consolidando um modelo de parceria estratégica que garante à Natura acesso prioritário a tecnologias que ditarão o futuro da beleza global”, destaca José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura.
Veja também
Ensaios clínicos demonstram resultados expressivos sobre o potencial da enzima da Antarka como um ativo central para uma nova geração de produtos dedicados à prevenção e reversão de danos induzidos pela radiação solar. No atual contexto de intensificação da radiação UV e do estresse ambiental sobre a pele, cresce a demanda por ativos capazes não apenas de proteger, mas também de reverter danos celulares.
“A integração dessa tecnologia reduz pela metade o tempo de desenvolvimento de novos produtos, otimizando nossa transição da bancada para a prateleira. Estamos elevando o patamar da ciência cosmética ao explorar enzimas de organismos antárticos que sobrevivem a condições extremas de radiação e frio. Diferente dos antioxidantes tradicionais, essa tecnologia oferece uma precisão biológica superior, interagindo com vias celulares específicas para reparar danos solares e promover a longevidade cutânea de forma profunda e eficaz”, Manuel Rios, diretor executivo de P&D e Inovação da Natura.
Estratégia de Investimento e Expansão da Antarka
Fundada em 2023 por meio do programa de venture building da GRIDX, a Antarka atraiu importantes investidores institucionais e estratégicos. Em 2025, a empresa garantiu capital de risco global por meio de um investimento da SOSV/Indie Bio, líder em investimentos em deep tech em estágio inicial. Este mês, a Antarka fechou com sucesso sua rodada Seed de US$ 3,5 milhões, coliderada pela Natura Ventures e Zentynel, com participação da GS Futures (braço de Venture do GS Group nos EUA) e da CTK, uma das principais fabricantes de cosméticos da Coreia do Sul (K-beauty), além de investimento de acompanhamento (follow-on) da SOSV e outros investidores.
Para Stefano Valdesolo, cofundador e CEO da Antarka, o investimento acelera a transição da pesquisa para o mercado: “A parceria com a Natura nos permite avançar com solidez científica, validação industrial e escala. É a ponte que transforma descobertas de laboratório em aplicações reais com impacto direto para os consumidores”. Além do aporte financeiro, o acordo prevê uma cooperação que abre a possibilidade de colaboração científica, incluindo potencial acesso à infraestrutura de P&D da Natura, onde poderá desenvolver formulações, testar rotas tecnológicas em escala industrial, validar desempenho em condições reais de uso e aprofundar o roadmap de novos produtos.
O aporte marca o quarto investimento do Natura Ventures, que foi lançado em 2024, com capital inicial de R$50 milhões. O fundo já investiu em startups como Abbiamo e WareClouds, voltadas à logística inteligente, e na Mango Materials, referência em biotecnologia aplicada à sustentabilidade, criadora de biopolímeros renováveis que podem substituir plásticos derivados de combustíveis fósseis.
Siga-nos nas Redes Sociais:

