Publicado em 28 de julho de 2021
Mercado foi impulsionado pelo aumento do consumo de alimentos em casaNa feirinha do bairro, nas gôndolas dos supermercados ou até mesmo nos aplicativos de delivery, o consumo de alimentos orgânicos é um comportamento que veio para ficar. Com mais tempo em casa, as pessoas acabam cozinhando mais e cuidando melhor da alimentação. O resultado é que, de acordo com dados do Ministério da Agricultura, o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos cresceu quase 10%, de 2020 para cá. O Brasil possui mais de 25,4 mil produtores de alimentos sem aditivos químicos registrados, somente até maio de 2021. Esse crescimento vem estimulando os micro e pequenos negócios do setor.
Os produtores são pessoas físicas e jurídicas que desenvolvem uma gama de atividades e produzem diversas mercadorias, in natura ou processadas, como alimentos, cosméticos, roupas e outros grupos. Estima-se que o crescimento médio do mercado, em 2021, dever ficar entre 20% e 30%. A pandemia impactou positivamente estes números, com o aumento da alimentação em casa e a busca por produtos mais frescos e orgânicos, com objetivo de melhorar a saúde e aumentar a imunidade.
O analista de competitividade do Sebrae, Luiz Rebelatto, explica que o mercado de produtos orgânicos já vinha crescendo, antes da pandemia, e acabou sendo impulsionado pelas mudanças provocadas com as medidas de restrição de circulação. “A Covid-19 fez com que as pessoas valorizassem mais o consumo e produção de alimentos caseiros, orgânicos, produzidos por pequenos negócios. Nós do Sebrae, já fizemos campanhas nesse sentido, antes mesmo da crise sanitária. Agora as pessoas buscam praticidade e segurança, por isso, o consumidor está comprando mais pelo e-commerce, entregas em domicílio e pegue-e-leve. Dados mostram que o mercado digital cresceu 40% nos primeiros 12 meses de pandemia, sendo que o setor de comidas e bebidas chegou a 57%”, acrescenta Rebelatto.
De acordo com o analista, os produtores de orgânicos estão atentos às mudanças e se estão se movimentando mais no universo online. “É importante vender na feira, da mesma forma que é essencial possuir a presença digital. As vendas podem ser feitas pelas redes sociais, por plataformas de delivery, por sites próprios, marketplaces e até por serviços de assinatura (quando o consumidor contrata um pacote semanal de frutas e verduras selecionadas e as recebe em casa). São muitas opções, o importante nesse momento é ter essa visão híbrida da forma de vender”, indica.