Refrigerante cresce no food service

Consumo de refrigerante dentro de casa diminui, categoria cresce fora do lar

Os refrigerantes buscam alternativas que possam reverter a consecutiva queda de consumo nos últimos anos. Considerado um produto fora dos padrões da categoria de bebidas saudáveis, o produto vem alterando sua receita ao longo desses anos para se adaptar às novas necessidades impostas pelos consumidores. A principal delas, sem dúvida, é a redução de açúcares. A tarefa não é fácil, afinal o consumidor brasileiro está bastante acostumado com o sabor proporcionado pelos refrigerantes tradicionais adicionados de açúcar.

Uma outra proposta bem aceita é a linha zero que vem sendo constantemente melhorada nas questões de sabor e dos edulcorantes utilizados.

Além disso, surgiram recentemente os refrigerantes naturais, desenvolvidos sem adição de qualquer ingrediente artificial, inclusive o açúcar. Outras alternativas muito bem recebidas pelos consumidores são novas embalagens com formatos diferenciados, que possibilitam sua utilização em diversas ocasiões de consumo e por uma parcela cada vez maior de pessoas de faixas etárias e níveis sociais diferentes.

Consumo fora do lar Conforme pesquisa da Kantar Worldpanel, nos últimos três anos, os brasileiros diminuíram em 8% a frequência de compra de refrigerante na hora de abastecer seus lares. De acordo com esses dados, da média de 23 compras realizadas no ano em 2015, os shoppers reduziram duas idas ao ponto de venda em busca dos produtos na comparação com 2018 – ano móvel de setembro de 2018 vs. setembro de 2015. Além disso, houve queda de 7% no volume comprado em cada ocasião. Segundo a empresa, a mudança dentro do lar tem explicação na dinâmica de consumo fora de casa. De forma muito alinhada à tendência global, no Brasil 58,4% do gasto com a categoria é realizado longe do domicílio.

O estudo da Kantar Worldpanel mostra que nos últimos 12 meses acumulados (julho de 2018), o consumo fora do lar traz 2,5% de penetração incremental. Na medida em que analisamos períodos mais curtos como, por exemplo, 6 meses acumulados, o incremento dobra de proporção. E, por fim, no mês de julho de 2018 o consumo fora do lar foi capaz de atrair 19,6% de penetração incremental. Ou seja, quase 20% da população domiciliar consumiu a categoria exclusivamente fora do lar no mês em questão.

A análise leva em conta 7 Regiões Metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Fortaleza, Curitiba e Porto Alegre).

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