Matéria-prima: lixo

Ambev aposta em materiais como embalagem PET para fomentar o reaproveitamento

Maio de 2013

Da Redação

garrafa na gramaGraças ao Sistema de Gestão Ambiental, adotado há duas décadas em todas as unidades fabris da companhia, atualmente 99,05% dos subprodutos gerados no processo de fabricação de bebidas da Ambev são reaproveitados. Ou seja, praticamente não existe “lixo” residual da operação das fábricas da empresa. Nos últimos dez anos, a companhia diminuiu em 81% a quantidade de resíduo gerado nas unidades fabris, reduzindo assim a utilização de aterros e agregando valor aos subprodutos gerados.
O bagaço do malte, por exemplo, é destinado à alimentação de gado; o fermento é usado na composição de aromatizantes, assim como a levedura; a terra infusória chega a ser aproveitada na fabricação de tijolos; a polpa dos rótulos vai para reciclagem de papéis; o lodo das Estações de Tratamento de Efluentes se transforma em fertilizante orgânico; entre outros exemplos. A unidade fabril de Manaus atingiu o marco de 100% de reaproveitamento em 2012, um verdadeiro benchmark.

Ambev vidros

Outra conquista da companhia em prol do reuso de materiais recicláveis é a Ambev Vidros, unidade voltada à fabricação de garrafas construída em 2008 que se tornou a maior recicladora de cacos de vidro na América Latina.
– Atualmente, 75% da matéria prima utilizada é formada por cacos de vidro oriundos de outras unidades da Ambev e de cooperativas parceiras.
– De cada dez garrafas produzidas, cerca de sete são fabricadas totalmente com material reciclado.
– Essa reciclagem de vidro resulta para a Ambev em uma economia de 30% de energia para a fusão dos fornos.
– 100 mil toneladas de material virgem deixam de ser consumidas anualmente.
– Unidade é pioneira no uso de biogás no forno de fusão, como recicladora. O gás é proveniente da estação de tratamento de efluentes da fábrica de bebidas da Ambev próxima.
– Graças à substituição de gás natural por biogás, 6200 toneladas de CO2 deixam de ser lançadas na atmosfera por ano e a energia economizada seria suficiente para abastecer 17. 200 casas por um mês.

Maos com lata copyAmbev recicla

A palavra reciclagem está presente no dia a dia da Ambev desde os anos 80, quando a companhia apoiou a primeira iniciativa de coleta seletiva do Brasil, em Niterói, Rio de Janeiro. Já na década de 90, a Ambev ajudou na criação do CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), de quem permanece como parceira e mantenedora.
De lá para cá, inúmeras parcerias e projetos foram firmados, mostrando a importância do apoio a cooperativas de reciclagem, a educação e a valorização dos agentes ambientais, responsáveis pela coleta e triagem dos resíduos recicláveis.

Embalagens

As principais embalagens usadas pela Ambev são as garrafas de vidro e as latas de alumínio, essas com índice de reciclagem superior a 98% no Brasil. Independentemente, a companhia investe continuamente no desenvolvimento de embalagens de PET mais sustentáveis, com menor gramatura, rótulo e tampa. Recentemente, a empresa colocou no mercado uma nova tecnologia capaz de transformar o cenário da reciclagem no país, a garrafa de PET 100% reciclada.
Um produto pioneiro no Brasil que só nos primeiros meses após seu lançamento no final do ano passado já representou uma economia de 1,3 milhão de quilos de material virgem.

ResinaAté o final de 2013, a Ambev prevê retirar mais de 130 milhões de garrafas de plástico do lixo, independentemente da cor, pode ser totalmente reciclada e retornar ao consumidor como uma nova embalagem.
O processo de produção consome 70% menos de energia em relação à produção de resina virgem; o que reduz em 70% a emissão de CO2 na atmosfera; e ainda economiza água.
Ao mesmo tempo, a Ambev tem estimulado as garrafas de vidro retornáveis. Para isso relançou o Guaraná Antarctica de 1 litro e estreou com as embalagens de 1 litro (o chamado litrão) e de 300 ml de cerveja.
“A questão da destinação correta dos resíduos precisa ser enfrentado pelos múltiplos agentes envolvidos na cadeia. Todos têm o seu papel e estamos buscando fazer o nosso da melhor maneira possível, com trabalho em rede e parcerias sólidas”, afirma Ricardo Rolim, diretor de relações socioambientais da Ambev.

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