Em busca da real segurança

Cloud computing 1Novo sistema de computação em nuvem permite maior competitividade e segurança para as empresas

Muito já se ouviu falar em computação em nuvem. Numa descrição do National Institute of Standards and Technology – um dos laboratórios de ciência física mais antigos dos Estados Unidos –, a computação em nuvem é um modelo que permite fácil acesso sob demanda da rede a um conjunto compartilhado de recursos computacionais configuráveis (redes, servidores, data center, aplicações e serviços) que podem ser rapidamente liberados com um mínimo esforço de gerenciamento. Em princípio, é o que toda empresa quer.

Mas, na prática, o que temos hoje são empresas que contratam o serviço de armazenamento de informações em nuvem sem que estejam necessariamente hospedadas na nuvem computacional. Na opinião de Adriano Filadoro, diretor de tecnologia da Online Data Cloud, em São Paulo, mesmo com o nome de ‘cloud’, a esmagadora maioria dos serviços disponíveis hoje em dia não estão exatamente na ‘nuvem’. “Os serviços existentes dependem de duas coisas fundamentais: do ponto de recuperação objetivo (RPO) e do tempo de recuperação objetivo (RTO). Tanto o RPO quanto o RTO são conceitos importantes de negócios para as empresas analisarem ao desenvolver um sistema que permita sobreviver após um desastre. Ou seja, depois de uma interrupção não-programada. Enquanto o RPO determina a frequência com que a empresa deve agendar o backup de dados de sua rede, o RTO significa quanto tempo vai demorar para essa organização ter seu sistema normalizado.”

Para o executivo, ainda que importantes avanços realizados possam garantir a continuidade dos negócios, atualmente, tudo ainda é uma questão de se definir o quanto se está disposto a perder. Parece incrível, mas os melhores serviços ‘em nuvem’ ainda impõem esse tipo de decisão e de vulnerabilidade. “Imagine uma empresa de aviação que tem backup agendado para acontecer de quatro em quatro horas (RPO). Se ocorrer qualquer pane no sistema desse cliente cinco minutos antes de o backup ser realizado, ele está sujeito a perder as informações daquele período. Enquanto um pequeno negócio perderia X, essa empresa de aviação perderia 1000X. Não falamos somente de e-mails, mas de notas fiscais, comprovantes, emissões, cadastros, pagamentos etc.”

Diante desse cenário cada vez mais crítico para os negócios, Filadoro afirma que é preciso dar um passo à frente da recuperação de desastres e buscar integrar soluções que permitam uma entrega contínua – a ‘real cloud’. Isso implica utilizar a nuvem computacional em toda sua grandeza. “Hoje há avanços que possibilitam que as aplicações da empresa estejam ativas em múltiplos sites, prontas para serem liberadas automaticamente sempre que forem solicitadas. O ganho de competitividade quando uma empresa está sempre ativa, podendo ter acesso ao que quiser, sempre que precisar, e a partir de onde estiver, é quase inimaginável. Mas, já é possível fazer em cinco minutos o que, em muitos casos, levaria semanas para concluir. Essa é a ‘real cloud’, a verdadeira computação em nuvem, que já está à disposição na indústria de TI.”

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