Caminhos alternativos – Engarrafador Moderno

Caminhos alternativos

Brasil é 11º no índice de atratividade dos países para investimentos em energias renováveis

Junho de 2013

Da Redação

O setor de tecnologia limpa precisa se familiarizar com novas formas de captação de recursos para aproveitar seu potencial de crescimento, sobretudo em países de rápido crescimento.
Essa é a principal conclusão do relatório The Cleantech Growth Journey, elaborado pela Ernst & Young a partir de debates realizados durante a segunda edição do Cleantech CEO Retreat – evento que reúne executivos de todo o mundo para discutir investimentos em energia renovável.
SUSTENTABILIDADEO levantamento da multinacional de auditoria e consultoria mostra que as principais fontes de capital mudaram em relação às últimas décadas. Se os aportes de Venture Capital despontavam como o principal caminho de financiamento para projetos em tecnologia limpa no mundo, hoje, a sensação do mercado é de que o retorno dos investimentos é lento e incerto, principalmente porque as empresas têm de lidar com leis e regulamentações que ainda estão em criação ou aprimoramento.
Já os incentivos governamentais estão sendo reduzidos ou até eliminados em países desenvolvidos. Por outro lado, no Brasil, cerca de 90% dos projetos de tecnologia limpa são financiados pelo BNDES, com taxas de retorno cada vez mais apertadas, tornando o cenário de investimento cada vez mais desafiador aos investidores privado. Com as tarifas de energia também reduzidas, as empresas passam a considerar transações corporativas (fusões e aquisições) e parcerias para consolidar o mercado e assim, tornar os negócios mais rentáveis e competitivos, com ganhos de escala.
Ainda segundo o relatório, o grande propulsor do setor serão os países de rápido crescimento na África, Ásia e América Latina. A China é o grande destaque tendo atraído US$ 68 bilhões para energia renovável só em 2012. Já o Brasil é o país latino-americano com mais aporte em projetos de energia renovável. O país está em 11º lugar no ranking geral de atratividade de investimentos, à frente de México (20º), Chile (36º) e Argentina (39º), e África do Sul (16º lugar).
“Nesses mercados, a classe média vem crescendo gradativamente e passando a consumir mais energia, ao mesmo tempo que se mostra preocupada com o meio ambiente, demandando soluções sustentáveis”, comenta Scott Sarazen, líder global de mercado de Cleantech da Ernst & Young.

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