As várias faces da cachaça

Vô-Milano_120Versatilidade é um dos principais atributos da cachaça, que pode ser envelhecida em mais de 30 diferentes tipos de madeiras

*Carlos Donizete Parra

Considerado o terceiro destilado mais consumido no mundo, a cachaça segue procurando caminhos para aumentar o consumo e a qualidade percebida do produto. Em âmbito nacional, precisa ampliar sua participação em bares e restaurantes, bem como consolidar seu posicionamento junto aos consumidores como um destilado de qualidade e capaz de ser utilizado em receitas e apreciado com os mais diferentes pratos e comidas.
Em alguns bares brasileiros a cachaça já ocupa um lugar de destaque como outros destilados reconhecidos mundialmente. Mas ainda é pouco. Para alçar vôos maiores tanto no mercado nacional como internacional, a mais genuína das bebidas brasileiras precisa ser melhor conhecida pelos consumidores. Vale ressaltar aqui a necessidade de um amplo trabalho de marketing e de educação dos consumidores, além de treinamento de ponto de venda, degustação e ações de harmonização em restaurantes e outros pontos de fidelização do produto. Nos pontos de vendas são pouquíssimos aqueles que sabem distinguir uma cachaça da outra, o que prejudica as vendas tanto em volume como em valor. Como vender uma cachaça de preço mais elevado se o vendedor não sabe os estilos, as madeiras usadas para envelhecimento e de que forma é possível apreciar uma boa cachaça?
Aprender as características do produto não significa elitizar a bebida nem tampouco suas formas de comercialização, mas sim aproveitar da bebida tudo aquilo que ela tem de melhor para oferecer. A cachaça, praticamente, nasceu junto com o Brasil, portanto temos uma bebida ainda jovem quando comparada ao vinho, à cerveja e outros destilados, porém não podemos esperar mais tempo para mostrar ao consumidor os benefícios da cachaça.

HistóriaCachaça

Registros históricos apontam que a cachaça teve sua origem no ano de 1516, quando começou a ser produzida em Itamaracá, litoral de Pernambuco. Outras duas versões indicam que o início da produção teria acontecido em São Vicente (SP), em 1532 ou em Porto Seguro (BA), em 1520. Mas a versão mais aceita é a primeira que estaria completando este ano em 13 de setembro, os 500 anos de produção da cachaça no Brasil.
Os portugueses já dominavam o processo de destilação e a cana-de-açúcar também já obtinha considerável sucesso entre os produtos enviados para Portugal. Segundo os historiadores, a cachaça teve grande aceitação e seu sucesso provocou, inclusive, a proibição de sua venda. A Coroa Portuguesa considerou que a bebida estava atrapalhando as vendas do vinho importado de Portugal. A bagaceira, produto típico de Portugal, também estaria sendo prejudicada. Aos poucos a cachaça foi conquistando a simpatia da população, adquirindo status de símbolo da luta do povo brasileiro contra o domínio português, como aconteceu na Revolução Pernambucana de 1817. Intelectuais e artistas da Semana de Arte Moderna de 1922 também recorreram à bebida como marca da identidade nacional.

Legislação

A cachaça é uma bebida produzida do caldo de cana fresco (garapa) resultando em uma composição química própria que traz distintas propriedades sensoriais. Ao cozinhar o caldo da cana, as substâncias presentes no produto, como os aldeídos, ésteres e o álcool superior, são alterados, modificando o sabor sensorial da bebida. Segundo a legislação brasileira, Decreto 6871/2009, art. 53, a cachaça é definida como “ a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38% a 48% de volume, a vinte graus Celsius (oC), obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar…” Ainda de acordo com a lei é permitido a adição de açúcares até 6g por litro, expressos em sacarose.

Tipos e estilos

Após a destilação e filtragem, a cachaça, para fixar o seu caráter e consolidar a sua personalidade, deve ser descansada por 2 a 4 meses. Após esse período, ou é engarrafada ou é submetida ao processo de envelhecimento em recipientes de madeira, quando adquire novas características sensoriais: cor, aroma e paladar. Dessa forma, a cachaça é oferecida aos apreciadores em diferentes tipos e estilos.

sagatiba• Cachaça Clássica

Também chamada de Descansada, Branca, Nova, Prata ou Tradicional é a cachaça que , após produzida, é armazenada em recipientes neutros, de madeira ou aço inoxidável, que não agregue cor à bebida. Normalmente, são armazenadas em tonéis de amendoim do campo, jequitibá ou freijó.

• Cachaça Ouro

É a cachaça que fica armazenada entre 2 meses e 5 anos em tonéis de madeira sem distinção de tamanho. Quando a bebida muda a coloração pode ser chamada de ouro.

 

• Cachaça Envelhecida

É a cachaça que contém, no mínimo, 50% de cachaça nova envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por um período não inferior a um ano.

• Cachaça Premium

É a cachaça que contém 100% de cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por um período não inferior a um ano.

Foto HOF copy
• Cachaça Extra Premium

É a cachaça que contém 100% de cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 litros, por um período não inferior a três anos.

• Cachaça Reserva Especial

É a cachaça que possui características sensoriais, dentre outras, diferenciadas do padrão usual e normal dos produtos elaborados pelo estabelecimento, desde que devidamente comprovadas. Os laudos técnicos deverão ser emitidos por laboratórios públicos ou privados reconhecidos pelo MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

• Cachaça Adoçada

É a cachaça que contém açúcares em quantidade superior a 6g/l e inferior a 30g/l, expressos em sacarose. A legislação exige que quantidades de açúcar acima de 6g/l constem no rótulo da bebida. Essas são as cachaças mais populares encontradas em supermercados e varejo em geral.

middasMercado

O setor brasileiro de cachaça atingiu um faturamento de quase R$ 6 bilhões, quando foram produzidos mais de 500 milhões de litros de cachaça. São mais de 40 mil produtores instalados, principalmente, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba, sendo, 99%, do total, microempresas. De acordo com o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), o Brasil possui mais de 4 mil marcas de cachaça produzidas praticamente em todos os estados da federação com uma capacidade instalada de aproximadamente 1,2 bilhão de litros por ano.
Segundo dados divulgados pela Abrabe – Associação Brasileira de Bebidas – a cachaça ocupa posição de destaque no mercado nacional, no qual o volume corresponde a 50% do segmento de destilados. É o segundo maior mercado de bebidas alcoólicas no Brasil, atrás apenas da cerveja.
Apesar de exportar apenas 1% da produção, mais de 60 países já consomem o produto brasileiro. A cachaça tem apresentado crescimento no mercado internacional, sendo o terceiro maior destilado do mundo.
É assim, com este cenário, que a cachaça avança com o objetivo de fidelizar e conquistar cada vez mais novos apreciadores no Brasil e no mundo.
Qualidade

bebidaA bebida evoluiu. Nos últimos 10 anos surgiram pesquisas científicas e novas tecnologias foram implementadas fazendo com que os produtos melhorassem muito a qualidade. A otimização dos processos industriais e a aplicação de boas práticas de fabricação também contribuem para um produto de qualidade sensorial muito superior.
“São muitos fatores que podem interferir na qualidade da bebida, um dos mais importantes é a higiene do alambique, que faz com que a fermentação ou destilação não sofra influência de nenhuma contaminação externa. Já o envelhecimento em madeira agrega bastante sabor e aroma à cachaça, mas isso não significa que “quanto mais tempo, melhor”. Cabe ao master blender do alambique analisar a cachaça periodicamente a fim de definir o melhor dia para retirá-la do barril”, explica o CEO da Middas Cachaça, Leandro Dias.
Outro ponto fundamental é a promoção da educação do setor. Há tempos não havia tantas pessoas treinando o mercado para a cachaça. Por isso, as pessoas estão buscando mais qualidade do que preço baixo em relação ao produto, além de novas experiências sensoriais.
“Existe muita gente boa trabalhando para difundir os conceitos, características, vantagens da cachaça. A maioria fazendo um trabalho por amor, gosto pelo produto e pela cultura e alguns por perceberem um mercado promissor nas áreas de consultoria, produção, venda, exportação, turismo e comunicação”, comenta o presidente da Confraria Paulista da Cachaça, Alexandre Bertin.
O especialista explica: “Felizmente agora já consigo encontrar ações determinadas para a valorização da bebida, como não preparar a caipirinha com outros destilados. Além disso, vejo cartas com drinks autorais com cachaça se expandindo para locais mais diversificados, como hotéis e outros estabelecimentos. Parece estranho, mas no Brasil, país da cachaça, nossas cartas (cardápios) nos bares e restaurantes têm maior diversidade de whiskies e de outros destilados do que do nosso destilado nacional. Mas isso vai mudar”.

Foto Carvalheira Reserva Especial copy
Desafios

Os cinco séculos de história ainda não foram suficientes para emplacar a bebida no mercado nacional, muitas pessoas ainda olham a bebida como um produto de menor qualidade quando comparada a outros destilados. A maioria dos brasileiros também não sabe diferenciar uma cachaça da outra e isso é uma tarefa das mais importantes para fabricantes e entidades do setor. Agregar valor ao produto, sem dúvida passa por um trabalho de educação do consumidor, mostrando as características do produto e seus benefícios. Para o presidente da Confraria Paulista da Cachaça, Alexandre Bertin, a comunicação com o objetivo de ensinar o consumidor o que é a cachaça, suas variações e diversidade é , atualmente, o principal desafio para o setor de cachaça.”Outro ponto importante é a distribuição, porque não adianta ensinar e convencer e não conseguir entregar. Isso tudo já está acontecendo. Tem gente nova no mercado trabalhando nessas frentes, mas ainda é pouco”, garante Bertin.
Leandro Dias, CEO da Middas Cachaça, concorda com a opinião do presidente da Confraria Paulista da Cachaça e acredita que os brasileiros precisam entender que a cachaça tem tanta qualidade ou é ainda superior que muitas bebidas importadas. “ A cachaça é a única bebida no mundo que pode ser envelhecida em mais de 30 tipos de madeira, enquanto nas bebidas importadas você só tem a presença das madeiras de carvalho. Ou seja, não existe nenhuma outra bebida no mundo que pode te dar a experiência sensorial que a cachaça pode te oferecer”, explica o CEO da Middas.
A Middas possui duas versões de cachaça, a Middas Reserva e a Middas Branca. A Cachaça Middas Reserva, produzida em Dracena, interior de São Paulo, fica armazenada por dois anos. É uma bebida equilibrada, suave e com um leve adocicado proveniente da sua maturação em barris de carvalho francês de primeiro uso, que possuem a mesma tostagem da madeira utilizada pelos melhores cognacs do mundo.
Já a Middas Branca fica armazenada pelo mesmo período só que em tonéis de madeira de amendoim do campo. Com o envelhecimento nessa madeira, a cor permanece praticamente inalterada e o aroma e gosto da cachaça são preservados, porém, baixando a acidez e mantendo a personalidade da bebida.
As duas versões da Middas vêm acompanhadas de um frasco contendo flocos de ouro comestível de 23 quilates vindos da Alemanha, o que permite ao consumidor dar o seu próprio toque à bebida, colocando a quantidade de flocos que preferir na cachaça.
A Middas está desenvolvendo uma linha de licores com flocos de ouro e uma outra marca com foco no público jovem que gosta de música.2 copinhos de cachaca

Internacional

No mercado externo, a situação também não é nada fácil. Tornar a cachaça conhecida lá fora requer muito investimento em promoção e um trabalho sério e de longo prazo de vendas e distribuição. O setor exporta apenas 1% da produção de cerca de 1 bilhão de litros.
Por outro lado, as oportunidades são gigantescas, afinal poucos conhecem nossa cachaça e quem experimenta gosta. A cachaça já é bem aceita nos Estados Unidos e na Europa, principalmente, em países como Alemanha e Reino Unido. Essas oportunidades precisam ser transformadas em negócios aumentando as vendas no exterior. Alguns grandes fabricantes nacionais de cachaça, juntamente com a Apex e o Ibrac desenvolvem ações de divulgação com o objetivo de ampliar o mercado para os produtores da bebida.
“A Cia Müller de Bebidas está presente no mercado internacional desde a década de 1990, sendo que a Cachaça 51 já é líder em países como Portugal, Espanha e Itália. Nesse período a empresa percebeu que o público consumidor da cachaça no exterior na verdade é o jovem apreciador de drinks. Por ser bebida típica brasileira, a caipirinha de cachaça faz sucesso entre os estrangeiros, tanto lá fora quanto quando eles vêm visitar o País, porém as marcas não são bem conhecidas. Em 2014, por exemplo, logo que os EUA reconheceram a cachaça como um produto tipicamente brasileiro – era conhecida como brazilian rum – a Cia Müller desenvolveu um plano de ações de marketing para ser executado em longo prazo. A primeira vez que a garrafa da Cachaça 51 Exportação apareceu em cena foi em episódios no The Big Bang Theory. Os telespectadores fãs de séries puderam ver o produto também no Two and a Half Men e It’s Always sunny in Philadelphia. Essa ação de marketing – product placement – insere nosso produto em séries que têm muita audiência na maior parte dos países e, quando o telespectador vê a garrafa, ele memoriza e passa, também, a se identificar com o produto. Essa é uma nova forma de divulgação da Cachaça 51 para o espectador e consumidor”, explica Rodrigo Maia, diretor comercial da Cia Muller de Bebidas.
A Cia Müller de Bebidas é a maior produtora de cachaça do país, sendo que o principal produto da empresa, a Cachaça 51, é líder de mercado no Brasil, com 40% (em volume). Hoje, além da Cachaça 51, a empresa produz a linha 51 Ice, podendo ser encontrada nos sabores limão, maracujá, balada (com guaraná), kiwi e frutas vermelhas; a Caninha 29, a Terra Brazilis 51, a Mix 51, o Conhaque Domus, a 51 Ouro, a vodka Polak e a Reserva 51.
“Há 12 anos no mercado, a 51 Ice foi a pioneira em bebidas ice à base de cachaça no Brasil. O objetivo do lançamento era oferecer um drink agradável de baixo teor alcoólico (5,5%) para ser consumido pelo público jovem. Com embalagens modernas, a 51 Ice tornou-se uma fórmula de sucesso. Conquistou os jovens e a vice-liderança no segmento de ice”, garante Rodrigo Maia.

vidros

Embalagem

Como em outras categorias de produtos, a embalagem é fundamental para agregar valor ao negócio de cachaça. O segmento de produtos premium avança no Brasil há alguns anos e isso não deve mudar mesmo com a crise que estamos atravessando. Os destilados de uma forma geral utilizam muito bem a sofisticação de seus produtos para atrair a atenção dos consumidores. Provocar o desejo é uma estratégia praticada pelas grandes marcas do mercado.
A cachaça também vem utilizando muito bem desse artifício e nada melhor do que investir em embalagens com design ousados e modernos que despertam a atenção dos consumidores, independente do ambiente que ele esteja, seja em uma loja, no supermercado ou em seu restaurante preferido. O importante é que a embalagem escolhida possa refletir os atributos do produto que ela representa e seduzir o consumidor ao consumo. Nesse caso, sem sombra de dúvidas, a embalagem de vidro segue imbatível no setor de destilados.
A Owens Illinois atende o mercado de cachaças no Brasil com diversas garrafas standard e exclusivas, com destaque para as opções da linha Covet Classics. O modelo standard mais vendido hoje é o da garrafa Kaleido 750ml, utilizada por várias marcas, como Caraçuipe, Hof Microdestilaria, Carvalheira, Cachaça D´Gusta e Fazenda Soledade Ipê, além de pequenas cachaçarias que compram o produto de distribuidores. “Essa garrafa é muito versátil e dependendo da roupagem (decoração, rotulagem, rolha) pode ajudar as marcas na sua diferenciação no mercado popular de cachaça e elevar o produto a outro patamar”, explica Mariana Ceruti, gerente de Novos Negócios Covet da Owens Illinois. “O uso deste tipo de embalagem, mais baixa, bojuda e arredondada, é uma tendência no mercado de cachaça, que busca manter a tradição da categoria, mas com maior sofisticação, o que leva à escolha de garrafas semelhantes às de licores. Outra tendência é o uso de garrafas retilíneas, mais estilizadas, semelhantes às de vodcas, que também passam a imagem de sofisticação, porém com um afastamento dos códigos e identidade tradicional da categoria de cachaça”, complementa Mariana Ceruti.
A Verallia é outro gigante do setor de embalagens para bebidas que oferece uma linha exclusiva de garrafas para alcoólicos. A empresa colocou todo o seu know-how como uma das maiores fabricantes de embalagens de vidro do mundo para produzir embalagens voltadas ao segmento de cachaças. Surgiu, então, a famosa garrafa com o selo “cachaça do Brasil” adotada por várias marcas.
bebida2Os alambiques focados na produção da versão premium da aguardente nacional têm à disposição a linha Selective Line que traz garrafas exclusivas produzidas na França, que agregam enorme valor ao produto final com seu design diferenciado e altíssima qualidade. Várias marcas já apostaram nessa linha e tiveram ótimo retorno, como por exemplo, Turmalina da Serra, Cabaré, Weber Haus, Cachaça Triunfo, Gouveia Brasil, Ypióca e Cachaça Augusta. Recentemente, a Selective Line trouxe ao mercado embalagens assinadas pela designer francesa Chantal Thomass, que prometem um passo adiante no processo de inovação e diferenciação dos produtos.
“Ao se apresentar como uma parceira de alto nível, a Verallia contribui diretamente para manter a cachaça em alta, contribuindo para que uma tradição de cinco séculos siga encantando os consumidores brasileiros e estrangeiros”, garante Catarina Peres, supervisora de marketing da empresa no Brasil.

Nova identidade visual

Criada há 12 anos e,desde 2011, sob o comando do Gruppo Campari, a Sagatiba apresenta uma nova identidade visual. Para isso, o Gruppo Campari entendeu que nada melhor que utilizar características que representam o próprio povo brasileiro para um novo posicionamento da marca. “O brasileiro tem tudo a ver com Sagatiba. Ele está sempre se reinventando, buscando diferentes caminhos e trazendo algo novo. Esse é o nosso espírito”, explica Marina Santos, diretora de Marketing do Gruppo Campari Brasil.
A criatividade do brasileiro foi um dos pontos fortes para a criação da nova Sagatiba, por meio desse posicionamento, a marca quer traduzir de forma alegre e ousada os seus atributos.
Entre as mudanças estão novos rótulos com uma identidade visual totalmente diferente que transmitem a brasilidade da marca e do povo brasileiro, além da mudança de nome de dois produtos: Sagatiba Pura passa a ser Sagatiba Cristalina e Sagatiba Velha passa a se chamar Sagatiba Envelhecida. A edição limitada e exclusiva Sagatiba Preciosa, envelhecida por mais de 23 anos em barris de carvalho, permanece com o mesmo nome.
Outro ponto importante do relançamento da marca é dar mais visibilidade para toda a família Sagatiba. “Muitos conhecem nosso produto Cristalina, mas pouco sabem da Envelhecida. É um produto excelente e pouco explorado. A cachaça é totalmente artesanal, produzida em lotes limitados em alambiques no interior de Minas Gerais”, enfatiza Marina. A diretora adianta ainda que o público pode esperar mais novidades para 2017.
As garrafas chegam aos mercados de todo Brasil com preço sugerido de R$ 26,90 (Cristalina) e R$ 59,90 (Envelhecida). O preço sugerido da Sagatiba Preciosa é de R$ 515,00.

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