Catharina Sour entra no BJCP

Estilo criado no Brasil entra para um dos mais
respeitados guias mundiais de cerveja

Com crescimento acima dos 20% no número de cervejarias e no consumo da bebida nos últimos cinco anos, o país teve o primeiro estilo nacional catalogado pela mais importante instituição de juízes de cervejas do mundo, o Beer Judge Certification Program (BJCP). A Catharina Sour, cerveja ácida com adição de frutas, agora pode ser julgada em todo o mundo em concursos oficiais que seguem essa normativa.

Carlo Lapolli, presidente da Abracerva

“Quando começamos a pensar em um estilo diferente, pensamos em algo que pudesse gerar discussão e debate sobre as cervejas produzidas no Brasil. Isso já tem acontecido com esse estilo nas rodas de conversa, nos concursos e nas divulgações sobre o nosso mercado. Agora, esse movimento só ganha mais força”, explica Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

A história da Catharina Sour começou em 2015, em Santa Catarina, entre os produtores caseiros. Em 2016, através da Associação Catarinense das Cervejas Artesanais (Acasc), eles organizaram um workshop que contou com a participação de mais de 20 cervejarias, que passaram a produzir a Catharina Sour profissionalmente.

Grupo que realizou o primeiro workshop de Catharina Sour em Santa Catarina, em 2016

Nos eventos cervejeiros seguintes o estilo começou a se popularizar e hoje, além de marcas de todo o Brasil, já há cervejarias de outros países da América Latina colocando as suas Catharinas Sours em produção.

Para Lapolli, o reconhecimento do BJCP não é apenas ao estilo em si, mas também ao mercado cervejeiro. “Com a adição de frutas a uma cerveja ácida e leve, conseguimos voltar ainda mais os olhos do mundo interessado em cerveja para o Brasil. Estamos muito felizes”, acrescenta.

Sobre o estilo

A Catharina Sour é uma cerveja leve e refrescante, com baixo amargor, corpo leve e boa carbonatação. A graduação alcoólica vai de 4% a 5,5% e o índice de IBUs varia de 2 a 8.

A aparência é clara e efervescente. A coloração varia de acordo com a fruta utilizada. Em relação a estilos similares, é mais intensa do que uma Berliner Weisse, mas com frutas frescas. É menos azeda do que as Lambics e as Gueuzes, sem a característica dos Brettanomyces.

Todas as informações técnicas oficiais sobre o estilo estão no link www.dev.bjcp.org/beer-styles/x4-catharina-sour.

 

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